Barack Obama se encontra com o premiê iraquiano em Bagdá

Governo afirma que retirada de tropas não foi discutida com o candidato democrata em visita ao país

Agências internacionais,

21 de julho de 2008 | 14h00

O senador Barack Obama chegou em Bagdá nesta segunda-feira, 21, na terceira etapa de na terceira parte de seu giro internacional, que incluiu o Kuwait e o Afeganistão. O virtual candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos se encontrou com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, com o comandante das tropas no Oriente Médio, General David Petraeus, e outros oficiais americanos.   Veja também: Obama diz que situação afegã é 'precária e urgente' Obama chega ao Iraque para se reunir com premiê Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    No término da reunião, o governo iraquiano se limitou a informar que o senador democrata e o premiê não discutiram o plano do candidato para a retirada gradual das tropas se vencer as eleições. "Esse assunto não foi discutido. Obama não falou de nada que implique o governo iraquiano porque não tem capacidade oficial", disse um porta-voz do Iraque.   Obama descreveu que as conversas com Maliki como "uma maravilhosa visita", em que recebeu uma avaliação sobre a situação da segurança no país, onde a violência está em seu menor nível em quatro anos. O senador afirmou que estava satisfeito com o progresso no Iraque e sua impressão foi que entre os iraquianos existe "mais otimismo sobre o que está acontecendo". "Você vê a atividade tomando espaço, as pessoas nas lojas, trânsito nas ruas, claramente houve melhoras", afirmou, segundo o The New York Times.   O general David Petraeus encontrou-se rapidamente com Obama quando o senador chegou no aeroporto de Bagdá. Os dois seguiram juntos para a Zona Verde, região de segurança onde ficam os prédios governamentais na capital, segundo fontes oficiais. O roteiro de Obama no Iraque permanece em sigilo por questões de segurança.   A escala no Iraque - a visita começou por Basra (sul) e ele também visitará outras regiões do Iraque - é a segunda parada de Obama durante uma viagem do candidato a zonas de guerra com forte presença militar americana. O tour do candidato democrata começou pelo Afeganistão, onde ele defendeu a expansão do contingente em meio a uma intensificação de ataque por parte de rebeldes ligados à milícia fundamentalista islâmica Taleban e à rede extremista Al-Qaeda. Ele qualificou a luta contra o Taleban e a Al-Qaeda no Afeganistão como a mais importante missão militar dos EUA.   Durante seu giro internacional, Barack Obama buscará reforçar suas credenciais em política externa, um dos pontos vulneráveis de sua candidatura. Segundo a BBC, analistas dizem que a campanha de McCain estará atenta aos possíveis tropeços do rival durante a viagem internacional, e criticará o fato de que as visitas anteriores do republicano ao Iraque e a outros países receberam bem menos atenção.   Retirada até 2010   O Iraque tem a esperança de que as forças americanas de combate sairão do país até 2010, comentou Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo, nesta segunda-feira em Bagdá. Os comentários de Dabbagh foram feitos depois da reunião entre o primeiro-ministro do Iraque e Barack Obama.   A data citada por Dabbagh coincide com a proposta de Obama de retirar as forças de combate dos EUA no Iraque dentro de aproximadamente um ano e meio. O governo iraquiano tenta esclarecer a posição de Obama sobre a possibilidade de retirada caso ele seja eleito desde a semana passada, quando Maliki foi citado por uma revista alemã dizendo que apóia o cronograma sugerido por Obama. O governo iraquiano chegou emitir nota dizendo que o comentário do primeiro-ministro não teria sido bem interpretado.

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