Barões democratas pedem o fim da guerra pela nomeação

Além do presidente do partido, a líder na Câmara reitera que disputa interna não pode favorecer John McCain

Agências internacionais,

01 de abril de 2008 | 09h22

A preocupação no Partido Democrata por conta da briga pela candidatura nas eleições de novembro cresce ainda mais com a ameaça do desgaste da imagens dos pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama. O novo apelo por uma definição na legenda foi feito pela presidente democrata da Câmara de Representantes americana, Nancy Pelosi, que pediu por um "fim rápido" na disputa antes que ela favoreça ainda mais o virtual cancidato republicano John McCain.  Veja também:Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   Segundo o jornal espanhol El Pais, McCain aproveita a ruptura interna dos democratas para reforçar ainda mais sua imagem com atos públicos e manobras presidencial, como sua recente visita ao Iraque. Diferente de outros companheiros, a veterana democrata não quis manifestar publicamente o seu apoio a nenhum dos aspirantes e assegurou que o mais importante agora é "deixar para trás um dos candidatos". As palavras de Pelosi não são as únicas que manifestam a insegurança democrata. O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, fez anteriormente um pedido para que a luta política entre Hillary e Obama não se estendesse por muito tempo. Em declarações a uma emissora de TV, Dean pediu para que a disputa se resolvesse "entre março e abril". Agora, ele aposta que o partido defina um candidato antes de junho, para evitar um confronto na convenção nacional do partido, em agosto. Aos poucos, o senador Barack Obama vai conquistando superdelegados e aumentando a pressão para que sua rival, Hillary Clinton, desista da disputa. Na segunda, Obama recebeu o apoio da senadora Amy Klobuchar, do Estado de Minnesota, que até então se havia mantido neutra na corrida. Várias fontes do Partido Democrata ouvidas por The Wall Street Journal disseram que sete congressistas da Carolina do Norte estão preparados para anunciar um apoio conjunto ao senador antes das primárias do Estado, marcadas para 6 de maio. Segundo o jornal, membros do partido dos Estados de Indiana, Montana e Oregon, que ainda não realizaram prévias, estariam dispostos a apoiar Obama. O movimento de fuga de superdelegados para a candidatura do senador é uma tendência que se vem acentuando desde a Superterça, no dia 5 de fevereiro. De acordo com um levantamento da Associated Press, desde então o senador recebeu o apoio formal de 64 superdelegados, enquanto Hillary obteve apenas 9.  A vantagem de Obama sobre Hillary, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, subiu além das margens de erro nos últimos cinco dias. Na sexta-feira, o instituto Gallup registrou 52% a 42% para Obama, a maior diferença entre eles em favor do senador até então. A última sondagem divulgada pelo instituto Pew Research também mostrou uma diferença de 10 pontos porcentuais em favor de Barack Obama (49% a 39%), o que aumentou ainda mais a pressão para que a ex-primeira-dama desista da disputa.  (Com Reuters e Associated Press)

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