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Biden visita o premiê do Iraque e discute presença militar

Vice de Obama assegura que a intenção do novo governo não é ameaçar os ganhos com segurança no país

Reuters e Associated Press,

13 de janeiro de 2009 | 11h28

O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, reuniu-se nesta terça-feira, 13, em Bagdá com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al Maliki, para discutir a futura presença militar dos EUA no país e garantiu que a intenção do próximo governo dos EUA é não ameaçar os ganhos com segurança já conseguidos. Biden, que toma posse como vice-presidente dentro de uma semana, chegou na segunda-feira ao Iraque, onde a retirada dos 140 mil soldados norte-americanos é considerado um dos grandes desafios para o próximo governo dos EUA. Antes do encontro com Maliki, Biden se reuniu com o presidente Jalal Talabani, com o vice-presidente Adel Abdul Mahdi e com outras autoridades. Além da questão militar, houve conversas também sobre o comércio bilateral e outros temas. Assessores de Maliki disseram que não iriam revelar detalhes da conversa com Biden, que esteve no Iraque ainda na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. O presidente eleito Barack Obama se comprometeu durante a campanha a retirar todas as tropas do Iraque em 16 meses após assumir e mudar o foco para o Afeganistão, onde os militantes do Taleban e da Al-Qaeda ganham força. Um novo acordo bilateral de segurança, que substituiu o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) que expirou em 31 de dezembro, regulamenta a presença militar norte-americana no Iraque. Esse tratado estabelece que as forças de combate dos EUA deixem as cidades do Iraque até meados do ano, e que todas as tropas saiam do país até o final de 2011. O acordo foi negociado pelo governo de George W. Bush, mas é compatível com as propostas do presidente eleito Barack Obama, que promete retirar todas as tropas de combate até meados do ano que vem. O vice-presidente eleito chegou a Bagdá na segunda-feira, após visitar Afeganistão e Paquistão, porém não tem feito comentários públicos, deixando para os funcionários iraquianos a tarefa de descrever seus encontros. O porta-voz disse que Biden viajará até Kirkuk, no norte do país, onde cresceu a rivalidade entre árabes, curdos e turcomenos. A violência caiu bastante nos últimos meses no Iraque. Porém os militares norte-americanos advertem que esses ganhos são frágeis e os extremistas devem ampliar os ataques, às vésperas das eleições provinciais previstas para janeiro.

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