Tom Williams / EFE
Tom Williams / EFE

Brett Kavanaugh foi interrogado pela polícia em 1985, diz 'NYT'

Na época, juiz indicado por Trump para vaga na Suprema Corte dos Estados Unidos participou de uma briga em um bar; Kavanaugh é acusado de assédio sexual

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 04h31

WASHINGTON, EUA - O candidato para a vaga da Suprema Corte dos Estados Unidos, Brett Kavanaugh, acusado por várias mulheres de assédio sexual, participou de em uma briga em um bar, em 1985, quando era um universitário. De acordo com o jornal "The New York Times", Kavanaugh foi interrogado pela polícia na época. 

O fato veio à tona no depoimento realizado na sgeunda-feira, 1, por Chade Ludington, companheiro de sala de aula de Kavanaugh em Yale, que disse em comunicado que o magistrado não tinha dito a verdade sobre seus hábitos de consumo alcoólico. "Uma das últimas vezes que socializei com Brett, eu o vi responder um comentário, lançando uma cerveja na cara do homem em questão e começando uma briga que terminou com um de nossos amigos em comum na prisão", disse Ludington, hoje professor universitário.

O jornal nova-iorquino teve acesso ao relatório da polícia de New Haven, em Connecticut, que relata como um homem de 21 anos identificado como Dom Cozzolino, acusou Kavanaugh, que tinha 20 na época, de atirar-lhe gelo "por alguma razão desconhecida". Uma testemunha da briga explicou que Chris Dudley, um amigo de Kavanaugh, agrediu Cozzolino com um copo na orelha, causando um ferimento.

A polícia de New Haven interrogou quatro pessoas, além de Kavanaugh, pela briga, que ocorreu de madrugada. Segundo o relatório, Kavanaugh negou-se a dizer "se ele atirou o gelo ou não". Tanto Kavanaugh como Dudley estudavam na época na Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas dos EUA.

De acordo com Ludington, "quando Brett bebia, frequentemente era agressivo". Ludington, portanto, contradisse a declaração de Kavanaugh na semana passada diante do Comitê de Justiça do Senado, onde ele reconheceu que "às vezes" bebia "muitas" cervejas, mas que nunca "perdeu a consciência" como consequência disso.

"Eu posso dizer com segurança que, ao negar a possibilidade que alguma vez perdeu a consciência e minimizar o grau e a frequência de seu uso de álcool, Brett não disse a verdade", afirmou Ludington. "Eu acho", ele acrescentou, "que a capacidade de falar a verdade é uma qualidade primordial que buscamos nos juízes mais poderosos do nosso país".

O FBI reabriu a investigação sobre Brett Kavanaugh, acusado por várias mulheres de assédio sexual, que está esperando o Senado votar sua confirmação para acessar a vaga na Suprema Corte. /EFE

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