Buscando o voto dos evangélicos, Obama defende a fé

Candidato democrata diz que organizações religiosas estão preparadas para enfrentar os desafios dos EUA

Agência Estado e Associated Press,

01 de julho de 2008 | 19h17

O candidato democrata à presidência americana Barack Obama anunciou nesta terça-feira, 1, seus planos para expansão do programa de verbas para grupos de caridade religiosos. Ele afirmou que essas organizações religiosas são mais preparadas para enfrentar os desafios dos Estados Unidos, incluindo a salvação do planeta e o combate à pobreza.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Não estou dizendo que essas organizações sejam uma alternativa ao Estado, mas que devemos trabalhar juntos - judeus, cristão, muçulmanos, hindus e ateus - para enfrentar os desafios do século 21", disse Obama em discurso realizado no Estado de Ohio.   Durante toda sua campanha, o candidato democrata defendeu que as mudanças deveriam acontecer de baixo para cima, até atingir os políticos de Washington. Segundo ele, poucos estão tão próximos do povo quanto as igrejas, sinagogas, mesquitas e templos.   Obama disse que a idéia seria aproximar os projetos de grupos de caridades ligados a organizações religiosas dos programas governamentais de combate à pobreza.   A proposta de aumentar o papel de grupos religiosos no auxílio aos necessitados, curiosamente, é defendida pelo presidente dos EUA, George W. Bush, que venceu as últimas eleições com o forte apoio dos evangélicos, eleitores que estão sendo agora cortejados por Obama. "Como eles estão mais próximos das pessoas, são os mais indicados para ajudar", declarou o democrata.   Os evangélicos correspondem a 25% dos adultos americanos. Embora votem tradicionalmente em candidatos republicanos, que são mais conservadores, John McCain tem tido dificuldades em atrair esse eleitorado por ser considerado muito liberal, abrindo uma brecha para Obama.

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