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Bush entra na disputa republicana com pior índice de aprovação

Presidente americano pede união do partido e lembra que 'há muito em jogo' nas eleições presidenciais

Agências internacionais,

08 de fevereiro de 2008 | 13h46

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta sexta-feira, 8, que "há muito em jogo" nas eleições presidenciais de novembro, e pediu aos conservadores unidade para manter o controle da Casa Branca.  A declaração foi feita no mesmo dia em que uma pesquisa mostrou que apenas 30% da população americana aprova a administração de Bush - recorde de impopularidade-, influenciada principalmente pela falta de apoio dos próprios republicanos. Bush tem recorde de impopularidadeMcCain busca unidade entre republicanosObama arrecada US$ 7,2 mi desde Superterça"Republicanos usarão escândalos contra Hillary"Definição segue caminhos divergentesConheça a trajetória dos candidatos Especial eleições americanas  Cobertura completa das eleições nos EUA   Seu discurso foi feito um dia depois que o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney desistiu da corrida pela indicação republicana à disputa Presidência, o que abriu o caminho para o senador pelo Arizona John McCain.  "Estas são eleições importantes. A prosperidade e a paz estão por um fio", disse Bush às pessoas que se reuniram na Conferência de Ação Política Conservadora em Washington. "Com fé em nossa visão e em nossos valores, avancemos, lutemos pela vitória e vamos manter a Casa Branca em 2008", pediu o presidente. Apesar de sua indicação ser quase certa, McCain enfrenta a resistência da ala mais direitista do Partido Republicano, que acredita que o senador não é conservador o suficiente em relação a questões como política fiscal e imigração. Bush evitou apoiar a nomeação de McCain, mas mesmo assim pediu união a seus correligionários para respaldar a pessoa que finalmente será escolhida pelo Partido. "Tivemos bons debates e em breve contaremos com um candidato que agitará a bandeira conservadora nestas eleições e para além delas", assegurou o presidente. "Estou totalmente convencido de que com a ajuda dos senhores, elegeremos uma pessoa que compartilha de nossos princípios", disse Bush. Na quinta-feira, diante dos participantes da mesma conferência, McCain ressaltou que é um verdadeiro conservador. "Espero sinceramente que embora achem que em algumas ocasiões equivoquei-me como conservador, reconheçam que em muitas coisas importantes fui fiel às idéias conservadoras", afirmou. As palavras de McCain não pareceram ter convencido a todos. James Dobson, um dos líderes evangélicos mais influentes nos EUA, deu seu apoio à nomeação republicana de Mike Huckabee, um ex-pastor evangélico, favorito da direita religiosa do país. Bush também aproveitou a conferência conservadora para defender sua gestão à frente da Casa Branca, assegurando que seus cortes fiscais contribuíram para a criação de empregos, e disse que sua decisão de vetar a legislação que permitiria a pesquisa com embriões foi correta. O presidente americano também defendeu o envio de mais tropas ao Iraque. "Reconheço que o progresso no Iraque é frágil e que os dias à frente serão difíceis, mas o próprio inimigo reconhece que está do lado errado", apontou. Huckabee é um candidato com algumas deficiências - particularmente a falta de experiência em questões internacionais - e, o que é mais significativo, sem muito dinheiro para continuar. Mais ainda, McCain tem uma grande dianteira nos delegados que foram escolhidos na terça-feira e, segundo as normas do partido, Huckabee teria grandes dificuldades para alcançá-lo mesmo se tivesse dinheiro para tanto.  Embora Huckabee e Ron Paul permaneçam na disputa, a saída de Romney deixa McCain em uma posição praticamente inatingível, enquanto Barack Obama e Hillary Clinton travam uma longa luta pela nomeação entre democratas. Romney afirmou que queria ter lutado pela sua campanha, mas que "Se eu continuasse insistindo, atrasaria o lançamento de uma candidatura nacional e tornaria mais provável uma vitória da senadora Hillary Clinton ou do senador Barack Obama. E, neste tempo de guerra, não posso deixar que minha campanha contribua para uma rendição ao terrorismo." (Com Patricia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)

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