Campanha de McCain culpa Obama por rejeição ao pacote

Plano econômico falhou porque democratas colocam política à frente do país, diz conselheiro do republicano

Associated Press,

29 de setembro de 2008 | 17h02

A campanha do candidato republicano John McCain acusou nesta segunda-feira, 29, o democrata Barack Obama pela rejeição da Câmara americana ao pacote econômico de US$ 700 bilhões. "Esse projeto falhou porque Barack Obama e os democratas colocam a política à frente do país", declarou em comunicado o alto conselheiro de McCain Doug Holtz-Eakin, após o Congresso barrar o plano do presidente George W. Bush. Por sua vez, o democrata afirmou que a crise é resultado de "oito anos de irresponsabilidade" da atual administração, mas se mostrou confiante na aprovação das medidas para a economia.   "Faço um apelo obviamente ao Congresso para que retorne imediatamente às negociações", afirmou McCain em declarações à imprensa pouco depois que o plano de resgate foi rejeitado. "Falo aos senhores em um momento de crise para a economia de nosso país. Acho que os desafios que nossa economia enfrenta poderiam ter um grave impacto em cada trabalhador americano, nos proprietários de pequenos negócios e famílias se os líderes (do país) não agirem", disse o candidato republicano.  Veja também: Obama: crise é resultado de '8 anos de irresponsabilidade' Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA Entenda a crise nos EUA    Em sua primeira aparição pública depois do debate realizado na sexta-feira, McCain declarou em Ohio nesta segunda que a política fiscal e de gastos do democrata irão "piorar a recessão" americana. Para McCain, a campanha à Casa Branca pode ser resumida em uma única pergunta: "O país ou Barack Obama irá à frente?"   O republicano ainda acusou Obama de votar contra o financiamento de equipamentos necessários para soldados no Iraque e Afeganistão. "Isso significa que ele não considera prioridade os homens e mulheres de nossas Forças Armadas", completou.   O candidato republicano chegou a suspender a campanha na semana passada para participar das negociações em Washington sobre o pacote de resgate, e manteve em suspenso sua participação no debate de sexta-feira com Obama no Mississippi até dez horas antes do início do evento.   "Desde o momento em que John McCain suspendeu sua campanha e chegou a Washington para enfrentar a crise, foi atacado pelos líderes democratas", destacou Holtz-Eakin. "Seus ataques partidários foram um esforço para ganhar vantagem política durante momentos de crise nacional", acrescentou.   Os congressistas americanos rechaçaram o pacote de resgate à economia nesta segunda por 228 votos a 205. Tanto republicanos quanto democratas votaram em peso contra a proposta do governo. A Casa Branca pediu pressa e declarou-se "desapontada" com a rejeição.   O impasse ocorre em um momento no qual a questão econômica atinge um grau de importância na corrida presidencial sem precedente desde a Grande Depressão, iniciada com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. 

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