Campanha de McCain defende Palin em caso de abuso de poder

Governadora usou cargo para demitir ex-cunhado, diz relatório; para republicanos, processo é manobra política

Agências internacionais,

11 de outubro de 2008 | 07h45

A campanha do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse na sexta-feira, 10, que a governadora do Alasca, Sarah Palin, sua companheira de chapa, atuou dentro da margem "adequada e legítima" de sua autoridade quando demitiu um comissário de segurança pública. A posição uma resposta à decisão de uma comissão parlamentar estadual do Alasca, que emitiu relatório que aponta violação da lei de ética e abuso de poder por parte de Palin, que usou seu cargo para tentar demitir Michael Wooten, policial rodoviário e ex-marido de sua irmã.   Veja também: Sarah Palin é condenada em caso de abuso de poder Madonna veta Sarah Palin em show Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Apesar do conteúdo condenatório, o relatório de quase 300 páginas não recomenda nenhuma sanção ou investigação criminal contra Sarah. Ainda assim, o documento prejudica ainda mais a campanha do republicano John McCain, já combalida pela crise econômica. O escândalo, conhecido como "Troopergate", ganhou dimensão nacional logo após a escolha de Sarah como vice de McCain. O relatório conclui que a governadora destituiu, por motivos pessoais, Walt Monegan, comissário de segurança pública do Alasca que teria se recusado a demitir o então cunhado de Sarah, que era acusado de violência doméstica contra sua irmã.   O relatório conclui que a disputa entre a família de Palin e Wooten não foi a única razão para a demissão de Monegan, mas diz que foi um "fator que contribuiu" para isso, segundo o principal investigador do caso, Stephen Branchflower. "O relatório mostra que a governadora Palin agiu dentro das margens adequadas e legítimas de sua autoridade quando demitiu Walt Monegan", afirmou a porta-voz da campanha de McCain, Meg Stapelton, em um breve comunicado.   A campanha de McCain sempre manteve que a investigação foi politicamente motivada. Neste sentido, afirmou que o relatório revela "que foi uma investigação partidária efetuada por partidários de (o candidato democrata Barack) Obama, e que a preocupação da família de Palin sobre o comportamento violento e desonesto de Wooten foi totalmente justificada". "Diante da falta de provas para apoiar as alegações de Monegan, o Conselho Legislativo emitiu argumentos distorcidos para encontrar um erro sem fundamentos na lei ou nos fatos", assinalou a equipe de McCain.   Em outro golpe para Sarah, um juiz federal ordenou ainda na sexta que o Estado do Alasca preserve todos os e-mails enviados pela governadora por meio de endereços eletrônicos privados - Sarah usou e-mails pessoais para tratar de assuntos oficiais, o que é considerado ilegal. A ordem judicial determina que o procurador do Estado entre em contato com o Yahoo para que as mensagens não sejam apagadas. Em setembro, um hacker invadiu uma conta de e-mail de Sarah e publicou parte de seu conteúdo na internet. Entre as mensagens estavam e-mails trocados entre ela e seus assessores, além de uma carta ao governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

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