Campanha de McCain é envolvida na crise financeira dos EUA

'NYT' diz que estrategista do republicano recebeu dinheiro de agência envolvida no colapso econômico

Agências internacionais,

24 de setembro de 2008 | 12h50

 O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, teve o seu nome envolvido com uma das empresas ligadas à crise econômica americana. Segundo o jornal The New York Times, uma das empresas do estrategista de McCain, Rick Davis, teria recebido dinheiro da agência hipotecária Freddie Mac, uma das investigadas pelo FBI por possíveis abusos que levaram ao colapso do mercado de crédito do país.   Veja também: Crise financeira faz Obama subir nas pesquisas Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA  Entenda a crise nos EUA    A questão é complicada para o senador americano, já que a crise se converteu em um tema de peso na disputa pela Casa Branca na véspera do primeiro debate eleitoral. Segundo o jornal, a sociedade do estrategista teria recebido US$ 15 mil mensais do banco como consultor até agosto deste ano, quando o governo assumiu o controle da firma.   Citando fontes anônimas, o jornal afirma que a empresa de Davis recebeu cerca de US$ 500 mil desde 2005. O diretor da campanha de McCain disse que deixou a companhia em 2006, mas continuou como acionista. O Freddie Mac teria mantido o pagamento por saber da proximidade de Davis com McCain, que em 2006 era um nome forte para concorrer à Casa Branca. A campanha de McCain desmentiu as informações do jornal, afirmando que o estrategista deixou a empresa para trabalhar na campanha de McCain.   McCain assegurou pouco antes da crise financeira que a economia americana tinha fundamentos sólidos, mas teve que voltar atrás e afirmar que "alguns tratam Wall Street como um cassino". Depois da informação do Times, alguns começaram a acusar os assessores de McCain de se beneficiar deste cassino. A crise financeira americana tomou conta da campanha presidencial e garantiu ao democrata Barack Obama uma vantagem de 9 pontos em pesquisa divulgada nesta quarta.   Pesquisa   A crise financeira e o crescente pessimismo em relação à economia norte-americana tem dado um empurrão para o candidato democrata Barack Obama na disputa pela Casa Branca. O senador por Illinois aparece com nove pontos percentuais de vantagem sobre o rival, o republicano John McCain, em uma pesquisa divulgada na quarta-feira pelo The Washington Post e pela ABC News. Obama está com 52%, e McCain com 43%. Apenas 9% dos entrevistados consideram a situação da economia do país boa ou excelente. É a primeira vez desde 1992 que a avaliação do desempenho econômico atinge apenas um dígito, indicou o Post.   Para apenas 14% dos consultados o país caminha na direção correta. É o índice mais baixo desde 1973. Já em relação ao candidato que estaria mais preparado para lidar com a crise financeira, Obama vence com 53%, ante 39% do rival. Outra pesquisa publicada nesta quarta-feira, do Los Angeles Times e da Bloomberg, mostra Obama como o mais capaz de lidar com a crise, para 48%. McCain aparece como o mais habilitado nesse setor para 35% dos pesquisados.   A pesquisa Washington Post/ABC entrevistou 1.082 pessoas, entre 19 e 21 de setembro, e tinha margem de erro de três pontos percentuais. Já a Los Angeles Times/Bloomberg ocorreu durante o mesmo período, consultando 1.428 pessoas, com margem de erro de três pontos.

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