Campanha de McCain repete os erros de Hillary Clinton

Candidato republicano ainda não encontrou uma estratégia de ataque contra o rival Barack Obama

Agência Estado e Associated Press,

04 de julho de 2008 | 20h01

Apesar de ter alcançado a nomeação com antecedência e tido três meses de vantagem para consolidar sua candidatura, o republicano John McCain ainda não encontrou uma estratégia de ataque contra o democrata Barack Obama. O pior, para muitos republicanos e alguns de seus próprios conselheiros, é que a campanha tem repetido os mesmos erros cometidos por Hillary Clinton, rival de Obama nas primárias democratas.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Assim como as críticas de Hillary, os ataques de McCain oscilam demais e não se concentram em um assunto específico. Um dia, ele critica a inexperiência do adversário; no outro, acusa o democrata de mudar de opinião.   Foi assim há duas semanas, quando Obama recusou o financiamento público de campanha, decisão que vinha sendo cogitada desde que o democrata descobriu que arrecadaria mais pela internet.   Na quinta-feira, quando Obama afirmou que ouviria os militares antes de decidir o cronograma de retirada das tropas do Iraque, a campanha de McCain adotou a mesma tática usada por Hillary e o acusou de ter mudado de opinião.   Algumas horas depois, o democrata convocou uma coletiva para dizer que o cronograma é o mesmo e que apenas pretende escutar o que têm a dizer o Exército para "aperfeiçoar" o processo de retirada. "É o que vendo dizendo há 12 meses", disse Obama.   Na quarta-feira, McCain foi alertado pelo chefe de sua campanha, Rick Davis, que muitos de seus assessores e partidários republicanos estão preocupados com a dificuldade que ele vem enfrentando para colocar Obama na defensiva.   O maior problema, segundo fontes da campanha republicana, é como atacar um rival com uma trajetória política curta, a mesma dificuldade que teve Hillary.   Depois de analisar os erros da ex-primeira-dama, os estrategistas de McCain desistiram de autorizar ataques de aliados contra Obama. De acordo com eles, todas as vezes que Hillary tentou, as acusações soaram como ofensas raciais.   Agora, os republicanos dizem que não insistirão mais na questão da experiência e farão um contraponto entre a retórica de Obama e o realismo de McCain, mesmo sabendo que essa estratégia também fracassou com Hillary nas primárias.

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