Campanha de Obama critica McCain por usar 'política do medo'

Conselheiro se desculpa por dizer que candidato republicano se beneficiaria de outro ataque terrorista no país

Agências internacionais,

24 de junho de 2008 | 14h37

A campanha do senador Barack Obama criticou nesta terça-feira, 24, as declarações do assessor de John McCain, que se desculpou na segunda por ter dito que o republicano se beneficiaria caso ocorresse, antes das eleições nacionais de novembro, um ataque como o de 11 de setembro de 2001. Segundo a agência France Presse, os democratas afirmaram que o conselheiro de campanha de McCain, Charlie Black, usou a tática eleitoral dos republicanos, a "política do medo".   Veja também: Clinton diz que fará o possível para eleger Obama Ex-carcereiro de McCain diz que votaria no republicano Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Segundo a revista Fortune, Black, ao comentar como a segurança nacional era um dos pontos fortes de McCain, disse que "isso (um outro ataque terrorista em solo americano) certamente representaria uma grande vantagem para ele". Uma autoridade do comitê de campanha do republicano afirmou que Black não se lembra de ter dito essa frase específica, mas que não contestava a veracidade da reportagem.   Richard Ben-Veniste, integrante da Comissão de inquérito oficial sobre os ataques de 11 de setembro de 2001, afirmou que Black teria delatado um modo de pensar muito decepcionante do candidato republicano. Citado pela campanha de Obama, Ben-Veniste lembrou que Bush usou argumento semelhantes para se reeleger em 2004, quando o atual presidente explorou o terrorismo "com fins políticos". "É importante que os candidatos discutam os seus pontos de vista sobre a segurança nacional dos EUA sem aplicar a política do medo, que durante muito tempo e dominou distorceu a discussão", disse.   "Eu lamento profundamente pelos meus comentários. Eles foram inapropriados", disse Charlie Black, em um comunicado divulgado depois de McCain ter afirmado que, se Black deu tais declarações, "eu discordo veementemente delas". "Reconheço que John McCain dedicou toda a sua vida adulta a proteger esse país e a colocar a segurança dele antes de todos os demais interesses", disse o assessor, um dos conselheiros políticos em quem o candidato mais confia.

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