Campanhas redobram esforços para mobilizar eleitores nos EUA

Voluntários democratas seguem de porta em porta no fim de semana para pedir votos em Barack Obama

Efe,

03 de novembro de 2008 | 08h15

Um exército de voluntários democratas e republicanos pediu votos de porta em porta no fim de semana em diversas partes dos Estados Unidos, na véspera das eleições presidenciais, que poderão mudar o mapa político do país. Os democratas partem como claros favoritos para o pleito de 4 de novembro, quando os americanos elegerão seu próximo presidente, renovarão a Câmara dos Representantes, um terço do Senado e escolherão 11 governadores.   Veja também: Mídia pode ser cabo eleitoral para Obama Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Confira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   À espera de que os eleitores votem, os comitês de campanha mobilizaram centenas de milhares de voluntários, que pediram apoio a seus candidatos. Além disso, houve a estréia também da última etapa de anúncios eleitorais nos quais os democratas apresentam McCain como uma continuação da atual e impopular política de George W. Bush e os republicanos mostram Obama como uma aposta arriscada.   Segundo Donald Green e Alan Gerber, dois professores da Universidade de Yale, o pedido de voto de porta em porta é o melhor sistema para a mobilização de eleitores, ao gerar um voto em média a cada 14 visitas. As ligações, outro critério utilizado este fim de semana a partir dos milhares de escritórios dos comitês de campanha, são o segundo melhor método. Temo Figueroa, diretor da equipe de Obama para o voto latino, explicou em entrevista à Agência Efe que a campanha do democrata tem uma rede de voluntários muito superior à de McCain. "Essa é nossa principal vantagem", afirmou Figueroa, que acrescentou que só na Flórida, um dos estados-chave da campanha, eles possuem 200 mil voluntários.   O comitê de campanha de Obama conta com milhões de voluntários, em comparação aos cerca de um milhão do de McCain. Apesar de ter menos recursos, os republicanos afirmam que fizeram mais de cinco milhões de ligações telefônicas na última semana e que bateram em milhões de portas em todo o país, números que superam em muito os das eleições presidenciais de 2004. No total, os republicanos dizem que seus voluntários fizeram contato com 26 milhões de eleitores nos últimos quatro meses.   A tudo isso é preciso somar iniciativas como a da organização MoveOn.Org, próxima aos democratas, que lançou um vídeo personalizado que envia por e-mail para estimular os jovens a cumprir seu dever de cidadão. O vídeo em questão mostra um informativo televisivo pós-eleitoral no qual McCain ganha as eleições por um só voto, o da pessoa que recebe o e-mail. Pelo menos dez milhões de pessoas enviaram o vídeo a amigos, parentes ou conhecidos.   Analistas dizem que esse esforço de mobilização sem precedentes e o enorme interesse nesta campanha poderia se traduzir em um recorde de participação nos EUA, um dos países que tem baixa taxa de comparecimento às urnas entre as nações desenvolvidas. O recorde nas eleições presidenciais modernas foi registrado em 1960, quando o jovem e carismático senador democrata John Fitzgerald Kennedy venceu Richard Nixon. Em 2004, a participação superou ligeiramente os 60%. Cerca de 27 milhões de pessoas já votaram no país, um número recorde de votos antecipados.

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