Casa Branca discute plano para Iraque com Obama e McCain

Acordo final sairá em breve, diz governo americano; democrata defende retirada e republicano, permanência

Efe,

17 de outubro de 2008 | 17h31

O governo dos Estados Unidos iniciou consultas com membros do Congresso e com os candidatos à Casa Branca para debater o pacto de segurança que o país negocia com o Iraque sobre o futuro das tropas americanas em território iraquiano. Apesar de os EUA continuarem insistindo em que o processo ainda não terminou e que não há um texto final, já reconhecem que "estão cada vez mais perto" de fechar com o Iraque o acordo que definirá o estatuto legal das tropas americanas no país após dezembro, quando expira o mandato concedido pela ONU.   Veja também: EUA estudam acordo que tira tropas do Iraque em 3 anos Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Estamos cada vez mais perto" do pacto definitivo, disse nesta sexta-feira, 17, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, que expressou confiança em que o acordo seja firmado "em breve". Obama defende uma rápida retirada das tropas americanas do país, em 16 meses, enquanto McCain acredita que os soldados devem permanecer na região enquanto a Casa Branca julgar necessário.   Para levar à frente o processo, o Pentágono e o Departamento de Estado americano começaram a ligar para senadores e líderes do Congresso com o objetivo de conseguir seu apoio à minuta. Tanto o secretário de Defesa, Robert Gates, quanto a secretária de Estado, Condoleezza Rice, apóiam o conteúdo do texto, disseram seus porta-vozes, Geoff Morrell e Sean McCormack, respectivamente.   Rice ligou ao presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado e candidato democrata à vice-presidência, Joe Biden; ao senador Richard Lugar, o republicano mais prestigiado desse comitê; e à legisladora Ileana Ros-Lehtinen, a republicana mais conhecida da subcomissão para o Oriente Médio.   Também tem a intenção de conversar com o presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, o democrata Howard Berman, segundo McCormack. A secretária de Estado americana se encarregou também de falar com o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, sobre o texto, enquanto Gates fez o mesmo com o aspirante republicano, John McCain.   "Foram ligações em apoio ao texto; ela (Rice) explicou a estes membros do Congresso o conteúdo e como foi forjado", explicou McCormack. Na quinta-feira, Rice também conversou com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, e o vice-presidente, Adel Abdel Mahdi, entre outras autoridades.   Os governos de Bagdá e de Washington estão há meses negociando um acordo que regule a presença das tropas americanas no Iraque após dezembro. Funcionários iraquianos afirmaram na quarta-feira em Bagdá que, em negociações bilaterais, concluíram uma minuta segundo a qual as tropas americanas deixariam o país em 2011 e teriam somente imunidade restrita perante a lei iraquiana.    

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