Casa Branca nega acordo com Obama para indústria automotiva

Segundo 'NYT', Bush apoiaria pacote para montadoras em troca da aprovação do livre-comércio com Colômbia

Agências internacionais,

11 de novembro de 2008 | 15h44

A Casa Branca declarou nesta terça-feira, 11, que o presidente George W. Bush não relacionou seu apoio a medidas de estímulo econômico ou um auxílio futuro à indústria automobilística em troca da passagem de um tratado de livre-comércio durante a reunião de segunda-feira com o novo chefe de Estado, Barack Obama. "O presidente não sugeriu um retorno", afirmou a porta-voz Dana Perino, notando, porém, que Bush conversou com Obama sobre livre-comércio. Nesta terça, o jornal The New York Times afirmou, citando fontes próximas à reunião, que o presidente indicou que poderia apoiar uma futura ajuda à indústria automotiva e um pacote maior de estímulos econômicos se os democratas no Congresso deixassem de se opor ao tratado de livre-comércio com a Colômbia.   Veja também: Bush apóia indústria de autos em troca de acordo com Colômbia Governo Bush atinge rejeição recorde de 76%  Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Segundo as fontes citadas, Obama enfatizou que era necessária uma ação imediata para o setor. Bush teria dito que estava disposto a ajudar as montadoras, porém sem se comprometer claramente com uma proposta. O governo Bush tem sido contrário a permitir que as montadoras acessem o fundo de resgate federal de US$ 700 bilhões, apesar de alertas na semana passada de que a General Motors pode não sobreviver até o fim do ano.   Obama foi ao encontro com Bush disposto a insistir que o presidente apóie a ajuda emergencial à montadora, revelaram Seus conselheiros. Mas os democratas também sugeriram que nem o presidente eleito nem líderes congressistas estão preparados para concordar com o pacto da Colômbia e podem decidir esperar até que Obama assuma o poder, em 20 de janeiro.   Todas as fontes falaram sob condição de anonimato. Segundo Dana, Bush afirmou que o encontro foi "construtivo, relaxado e amigável". No entanto, ela não revelou quais foram exatamente os temas tratados. De acordo com seus assessores, Obama deve permanecer o resto da semana em Chicago. Nesta terça-feira ele participou de uma cerimônia para marcar o fim da Primeira Guerra Mundial e o Dia do Veterano, um feriado nos EUA.   Fontes próximas a Obama afirmaram que o presidente eleito não pretende se reunir com líderes mundiais que estarão no país neste fim de semana, para um encontro sobre a crise global.

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