Smiley N. Pool|The Dallas Morning News
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Cerca de 200 pessoas são detidas em noite de protestos nos EUA

A maior tensão do sábado aconteceu em Saint Paul, no estado de Minnesota, onde um conflito entre polícia e manifestantes bloqueou rodovias e terminou com 50 detidos

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2016 | 10h25

WASHINGTON - Cerca de 200 pessoas foram detidas e cinco agentes policiais tiveram ferimentos leves após mais uma noite de protestos contra a violência em várias cidades dos Estados Unidos. O foco principal das manifestações é o assassinato de cinco policiais em Dallas e a morte de dois afro-americanos em ações das forças de segurança na última semana.

A maior tensão do sábado aconteceu em Saint Paul, no estado de Minnesota, onde um conflito entre polícia e manifestantes bloqueou rodovias e terminou com 50 detidos. A polícia local lançou mão de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a concentração e informou que pelo menos 5 dos seus agentes ficaram levemente feridos por fogos de artifício, pedras e garrafas, arremessados por manifestantes. 

A uma curta distância do local do protesto, o jovem negro Philando Castile foi morto por um policial em uma blitz de trânsito na última quinta-feira. Sua morte, somada à morte de cinco policiais durante um protesto contra abusos sofridos por negros durante abordagens de agentes da polícia, foram o estopim para a onda de protestos. Outros cinco policiais e dois civis foram baleados no ataque. O acusado, Micah Xavier Johnson, negro, de 25 anos e veterano da guerra do Afeganistão, morreu durante o tiroteio. 

Na sexta-feira, 77 pessoas foram presas durante as manifestações realizadas em 18 cidades após confrontos entre a polícia e manifestantes. 

Obama. Em visita à Varsóvia, na Polônia, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse no sábado que o atirador de Dallas "não representa" os afro-americanos. Ele também negou que os EUA sejam um "país dividido" pela questão racial.

"Por mais dolorosa que tenha sido esta semana, acredito firmemente que os EUA não estão tão divididos como alguns sugeriram", disse Obama em entrevista coletiva ao término da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)./EFE e AFP

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