Chávez critica Obama por 'dinamitar' diálogo com Venezuela

Líder venezuelano diz que democrata já está acabando com a possibilidade antes de chegar a Casa Branca

Efe,

16 de julho de 2008 | 21h46

O presidente venezuelano Hugo Chávez lamentou nesta quarta-feira, 16, que o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Barack Obama esteja "dinamitando" o possível diálogo que, se ganhar as eleições de novembro, poderá iniciar com seu país e com Cuba. Veja também:Obama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  "Obama disse que gostaria de falar com os governos de Cuba e Venezuela se chegar a presidência, mas dessa forma já está dinamitando qualquer possibilidade porque se há algo que temos é dignidade", afirmou Chávez. O presidente venezuelano fez a declaração em um ato em Caracas, celebrado com candidatos de seu partido, para as eleições regionais e municipais que o país realizará em novembro. Segundo Chávez, em declarações recentes Obama "disse que Chávez é um destruidor, ou algo assim, da América do Sul, mas o destruidor é o império, que ele também representa." No fim de semana passado, o candidato democrata afirmou à agência Efe que Chávez tem sido "uma força destrutiva na região" ao criticar suas práticas "antidemocráticas" e sua retórica incendiária contra os EUA, mas ressaltou que ainda é possível um diálogo com a Venezuela. Obama explicou que, se ganhar em novembro, buscará maior proximidade com a América Latina, e também perseguirá uma política de "incentivos e mão firme" para defender os interesses americanos na região. "Bom, cavalheiro (Obama), vá estudando o que acontece na América Latina porque, se ainda não entendeu, o que ocorre é uma revolução desatada", disse Chávez. Ele reiterou que "não há ilusões" diante de um possível triunfo de Obama nas eleições presidenciais, porque a ameaça só terminará quando o "império acabar." "Esse império tem que acabar, tem que cair" para que os povos latino-americanos possam decidir seu futuro, continuou o líder venezuelano.  Chávez revelou que falou deste assunto em sua visita ao Equador, onde se reuniu na terça com o presidente equatoriano Rafael Correa e com o líder da Nicarágua, Daniel Ortega.

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