Colégio Eleitoral dos EUA inicia nomeação oficial de Obama

Vitória do presidente eleito será referendada pelos 538 delegados; Corte rejeita processos de impugnação

Efe,

15 de dezembro de 2008 | 18h40

O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos começou nesta segunda-feira, 15, o processo de votação com o qual o presidente eleito, Barack Obama, será nomeado oficialmente para o posto, que ocupará a partir de 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o Colégio Eleitoral, formado por 538 eleitores, é o encarregado de nomear formalmente ao candidato vencedor nas eleições presidenciais.   Veja também: O gabinete do presidente eleito   Os membros do Colégio se dividem entre os 50 Estados conforme a população de cada um. Na maioria dos Estados, os votos dos delegados e cada estado vão todos para ao candidato mais votado por seus eleitores, à exceção do Maine e do Nebraska, onde os membros do Colégio se repartem por distritos.   Na eleição de 4 de novembro, Obama alcançou 365 votos eleitorais, contra 173 de John McCain, o candidato republicano. Os membros do Colégio Eleitoral reúnem-se nesta segunda nas capitais de cada Estado para emitir seus votos. Embora em teoria sejam livres para se pronunciarem a favor do candidato que prefiram, eles sempre respeitam o regulamento tácito de escolher o mais votado pelos eleitores.   O Congresso contará os votos no colégio eleitoral e ratificará o resultado em uma sessão conjunta do Senado e da Câmara de Representantes (Deputados) em 8 de janeiro. Obama, que será o primeiro chefe de Estado negro do país, tomará posse como o presidente nº 44 dos Estados Unidos em cerimônia no Capitólio, 12 dias depois.   Processos   A Suprema Corte rejeitou nesta segunda-feira, pela segunda vez em oito dias, examinar processos que consideram que Barack Obama não pode assumir a Presidência dos Estados Unidos.   O Supremo não fez comentários ao rejeitar o processo apresentado pelo residente de Connecticut Cort Wrotnowski, que assegurava que Obama nasceu com dupla nacionalidade, já que seu pai, original do Quênia, era então súdito britânico, o que lhe impossibilita de ser cidadão nato americano.   O argumento é similar ao de outro processo apresentado pelo cidadão Leo Donofrio e que o Supremo também rejeitou há uma semana. Como Wrotnowski, Donofrio alegava que no momento de nascer, em 1961, Obama tinha dupla nacionalidade e, portanto, não podia ser cidadão nato. A Constituição dos Estados Unidos exige que os presidentes do país sejam cidadãos natos, isto é, que tenham nascido em território americano.   Segue pendente que o Supremo decida se aceita outro processo, apresentado por Philip Berg, da Pensilvânia, que sustenta que a certidão de nascimento de Obama é falsa e que o futuro líder não nasceu no Havaí, como assegura, mas no Quênia, um rumor que circulou na Internet.   Os tribunais federais da Pensilvânia rejeitaram o argumento de Berg, que também defende que Obama pode ser cidadão da Indonésia, ao ter vivido lá vários anos durante sua infância.   As autoridades estatais no Havaí assinalam que examinaram a certidão de nascimento do presidente eleito e que ela é genuína. Também asseguram que comprovaram os registros do Departamento de Saúde do Estado e não cabe duvidar que Obama nasceu lá, em 4 de agosto de 1961.

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