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Com duas guerras e uma crise, Obama não tem tempo a perder

Com maioria no Congresso, partido deve definir prazo para retirada do Iraque e medidas para crise

Reuters,

05 de novembro de 2008 | 07h36

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não tem tempo a perder. Duas guerras e uma crise financeira que se aprofunda criaram expectativas de que ele anuncie seus principais assessores rapidamente após ter sido eleito presidente dos Estados Unidos na terça-feira.   Veja também: Obama faz história e se elege com folga presidente dos EUA Em discurso, Obama diz que 'mudança chegou à América' Disputa foi a mais cara de todos os tempos Três fatores decidiram eleição nos EUA Veja o perfil do novo presidente Disputa foi a mais cara de todas Campanha de Obama fez história Democratas mantêm maioria no Senado Quênia decreta feriado por eleição de Obama Especial: Festa por mudança   Obama, um democrata que triunfou contra o candidato republicano John McCain para se tornar o primeiro presidente negro dos EUA, tem a operação de transição de governo já em andamento, o que lhe permite escolher os ocupantes dos principais postos, como o secretario do Tesouro e o secretário do Estado, em breve. Ex funcionários de governo e especialistas em gestão governamental dizem que essa preparação foi prudente e necessária tendo em vista os grandes desafios que os EUA enfrentam. "Com duas guerras e uma crise financeira internacional, não pode haver um período em que a nova administração apenas comece a ganhar velocidade", disse William Galston, ex-conselheiro de política doméstica do presidente Bill Clinton e que agora é professor na Universidade de Maryland. Alguns analistas acreditam que alguns postos, como o de secretário de Tesouro, podem ser anunciados em questões de dias e a especulação sobre possíveis nomes está crescendo. O novo secretário do Tesouro irá herdar uma dos postos mais difíceis em Washington, com a tarefa de conduzir o pacote de ajuda de 700 bilhões de dólares e a reforma da regulamentação para prevenir a repetição da atual crise. A lista de possíveis candidatos a secretario de Tesouro na administração Obama inclui o ex-secretário Lawrence Summers, o ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker e Timothy Geithner, presidente do Federal Reserve Bank of New York. Obama também teceu comentários favoráveis sobre o investidor Warren Buffett, enquanto o economista Austan Goolsbee da Univeridade de Chicago e o ex auxiliar de Clinton na Casa Branca Jason Furman têm sido importantes conselheiros do presidente eleito.   Congresso   O Partido Democrata ampliou seu controle sobre o Congresso dos Estados Unidos na eleição de terça-feira, se colocando em condição para agir nas propostas de campanha do presidente eleito Barack Obama. Veja abaixo algumas das prioridades dos democratas: * A presidente da Câmara do Representantes (deputados), Nancy Pelosi, uma democrata da Califórnia, afirma que o principal objetivo será estabelecer um prazo para a retirada das tropas dos EUA do Iraque, o que liberaria mais militares norte-americanos para atuar no combate a militantes no Afeganistão e em outros países. * Os democratas querem reverter o que eles vêem como anos de regulação federal inadequada sobre a indústria financeira, o que teria ajudado a causar a atual crise em Wall Street e a execução recorde de hipotecas imobiliárias. * Estimular a economia. Isso pode ser feito, em parte, gastando bilhões de dólares na contratação de pessoas para reconstruir estradas e pontes antigas dos Estados Unidos, assim como reformar sistemas de esgoto. Obama também quer cortar impostos para a classe média e as empresas, que, segundo ele, são encorajadas a deixar o país levando consigo vários empregos de norte-americanos. * Ampliar o sistema público de saúde, talvez começando com a aprovação de um projeto vetado pelo atual presidente George W. Bush que prevê uma maior participação federal no programa de atendimento a crianças. * Levar os Estados Unidos rumo à independência energética, incentivando empresas petrolíferas a perfurar mais onde elas já estão, aumentar a conservação, acelerar o desenvolvimento de fontes de energia alternativas e coibir os especuladores no mercado de petróleo, culpados em parte pela escalada nos preços vista este ano. * Aprovar a legislação vetada por Bush que prevê a expansão do investimento federal para pesquisas com células-troncas embrionárias. * Após oito anos de nomeações de conservadores de direita contrários ao aborto para as cortes federais, Obama gostaria de nomear juízes mais moderados e liberais. * Criar uma legislação que permita aos trabalhadores se organizarem caso uma maioria deles decida participar de um sindicato. Isso permitiria que eles impedissem as eleições com voto secreto, que alguns críticos dizem ser manipuladas pelos empregadores. Conselheiros de política externa   Entre os cogitados para secretário de Estado estão o senador democrata por Massachusetts John Kerry, o ex diplomata Richard Holbrooke, o senador republicano Chuck Hagel e o ex senador democrata pela Geórgia Sam Nunn. James Steinberg, ex conselheiro de Clinton, é um forte candidato ao posto de Conselheiro de Segurança Nacional. Susan Rice, que também trabalhou com Clinton, também pode ser considerada para este ou outro posto. Os três especialistas em política externa em sua campanha também poderão ser nomeados para cargos na Casa Branca ou no Departamento de Estado. Os três assessores são Mark Lippert e Denis McDonough, ambos ex assessores do Senado, e Ben Rhodes, que responsável pelos discursos de Obama sobre política externa. Por conta das duas guerras no Iraque e no Afeganistão, Obama pode considerar manter Robert Gates como secretário de Defesa. Ele também pode considerar chamar o ex-secretário da Marinha Richard Danzig. A campanha de Obama está mantendo em absoluto segredo o plano para o período de transição de 11 semanas --entre 4 de novembro e 20 de janeiro, quando será empossado como sucessor do presidente George W. Bush. Obama disse que tem "boas idéias" sobre as pessoas que ele poderia chamar para os postos mais importantes e que ele definitivamente irá incluir republicanos em seu gabinete. Muitos analistas políticos também crêem que a nova administração deve preencher os postos mais importantes na Casa Branca o mais rápido possível para estabelecer a hierarquia de tomada de decisão. O ex-líder da maioria no Senado Tom Daschle e o deputado democrata Rahm Emanuel também devem ser considerados para a chefia de gabinete. O conselheiro de comunicação de Obama, Robert Gibbs, é tido como provável candidato à secretaria de imprensa da Casa Branca.

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