Comercial de McCain tenta mostrar divisão entre democratas

Hillary ganhou milhões de votos, mas não foi escolhida como vice democrata por dizer a verdade, diz vídeo

Associated Press,

24 de agosto de 2008 | 17h11

Um dia antes da Convenção Nacional Democrata, o candidato republicano à Casa Branca John McCain lançou neste domingo, 24, um novo comercial que sugere que seu rival democrata Barack Obama teria esnobado a senadora Hillary Clinton ao escolher Joe Biden como vice-candidato à Presidência. A propaganda parece reforçar a discussão entre os apoiadores da ex-rival do democrata nas eleições primárias, que se recusam a aceitar a vitória de Obama pela indicação presidencial da legenda. Veja também:Obama x McCainConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   O anúncio de McCain mostra Hillary criticando Obama durante as prévias. "A campanha do senador Obama torna-se cada vez mais negativa", afirma Hillary, em declaração exibida no vídeo. Um locutor diz: "Ela ganhou milhões de votos, mas não está na chapa. Por que? Por falar a verdade." Respondendo à propaganda, uma porta-voz da senadora democrata por Nova York afirmou que o apoio dela "a Barack Obama é claro. Hillary disse repetidamente que ela e Barack compartilham o comprometimento para mudar a direção do país, tirar nossas tropas do Iraque e expandir o acesso à saúde. John McCain não. É interessante que essa posição de Hillary não seja mostrada no comercial." Escolhendo o senador Biden, com sua experiência em política externa acumulada durante 35 anos no Senado, Obama conseguiu o que ele talvez mais precise: um vice-candidato com know-how global, pronto para enfrentar os ataques do candidato republicano na questão da segurança nacional. McCain afirmou que Biden é "uma escolha sábia", mas que ainda há outros pontos para discutir. "Sei que Joe será bom para o senador Obama", declarou o republicano à rede CBS. "Eu sempre respeitei Joe Biden, mas discordei dele quando votou contra a primeira Guerra do Golfo. Nós realmente temos políticas diferentes em muitas questões de segurança nacional."

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