Conheça os pacotes de Obama e McCain para a economia

Candidatos à Casa Branca apresentam seus pacotes bilionários para ajudar americanos afetados pela crise

Reuters,

14 de outubro de 2008 | 19h00

Os candidatos à Presidência americana, John McCain e Barack Obama, apresentaram nesta semana novas propostas para a recuperação econômica dos Estados Unidos, enquanto as autoridades do atual governo tentam controlar uma crise financeira que se alastra por todo o planeta. Veja a seguir um resumo dos respectivos projetos.  Veja também:Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  A cronologia da crise financeira  Cobertura completa das eleições nos EUA O republicano John McCain propôs um plano com gastos de US$ 52,5 bilhões, que prevê:  - Usar US$ 300 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate financeiro recém-aprovado para comprar hipotecas inadimplentes e substituí-las por financiamentos com juros fixos.  - Reduzir para 10%, nos próximos dois anos, o imposto sobre os primeiros US$ 50 mil em retiradas dos planos de previdência. Atualmente, tais retiradas são taxadas conforme a tabela normal do Imposto de Renda, com alíquotas de 10% a 35%.  - Suspender as regras que exigem o início das retiradas dos fundos seis meses depois de o beneficiário completar 70 anos.  - Aumentar de US$ 3 mil para US$ 15 mil a perda de capital pela venda de ações e outros títulos que pode ser deduzida do IR.  - Reduzir de 15% para 7,5%, durante dois anos, o teto da alíquota para ganhos de capital de longo prazo.  - Isentar de impostos durante dois anos os benefícios para desempregados.  Por sua vez, o democrata Barack Obama propõe um pacote de US$ 60 bilhões, que prevê:  - Dar às empresas 3.000 dólares em crédito fiscal por posto de trabalho em período integral gerado nos EUA durante dois anos.  - Permitir que as pequenas empresas imediatamente deduzam até 250 mil dólares em gastos para novos equipamentos e bens que sejam realizados até o final de 2009. O pacote de estímulo aprovado neste ano limitava o benefício apenas até o final de 2008.  - Eliminar impostos sobre ganhos de capital advindos de investimentos em pequenas empresas.  - Disponibilizar imediatamente US$ 25 bilhões para a construção e reforma de pontes, estradas, escolas e outras obras de infra-estrutura.  - Disponibilizar US$ 50 bilhões em garantias de empréstimos, e manter em aberto outras opções para ajudar o setor automotivo a se reequipar e desenvolver uma nova geração de carros mais econômicos. O Congresso ofereceu 25 bilhões de dólares.  - Conceder uma isenção definitiva de US$ 500 para a maioria dos trabalhadores, e de US$ 1 mil para famílias. Eliminar impostos para idosos que ganham até US$ 50 mil por ano.  - Ampliar o seguro-desemprego para desempregados crônicos, que já não teriam direito ao benefício. Suspender temporariamente os impostos sobre esses benefícios.  - Autorizar temporariamente, sem penalidades, retiradas de até 15% (com limite de US$ 10 mil) de contas de previdência com vantagens fiscais.  - Suspender as regras que exigem o início das retiradas dos fundos seis meses depois de o beneficiário completar 70 anos.  - Aumentar o valor da ajuda-calefação.  - Orientar os secretários de Tesouro e Habitação e Desenvolvimento Urbano a usarem sua autoridade para exigir termos melhores no financiamento imobiliário.  - Reformar a lei de falências para ajudar mutuários e incentivar refinanciamentos.  - Implementar uma moratória de 90 dias nas ações de despejo para mutuários que demonstrem boa-fé para pagar as dívidas.  - Fornecer US$ 25 bilhões aos Estados para ajudá-los a enfrentar a crise sem aumentar o IPTU ou reduzir serviços públicos.  - Fornecer um crédito fiscal de 10%, pago na restituição, para os juros imobiliários de contribuintes que fizerem declaração simplificada.

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