Corrida eleitoral dos EUA deve seguir por semanas

Votação da Superterça é marcada por equilíbrio na disputa democrata, que continua indefinida

The New York Times,

06 de fevereiro de 2008 | 08h58

Foi uma noite de drama para milhões de democratas que escolheram entre dois candidatos que ofereciam conquistas inéditas: a oportunidade de nomear uma mulher ou um afro-americano para disputar a mais alta posição da Casa Branca. Na noite de terça-feira, 5, nem Barack Obama nem Hillary Rodham Clinton conseguiram assegurar a nomeação, prolongando a luta eleitoral, que ainda deve durar semanas.   Veja também: Obama e Hillary fecham Superterça praticamente empatados Definição por candidatos segue caminhos divergentes  Veja as imagens da Superterça   Especial eleições americanas   Cobertura completa das eleições nos EUA     Obama e Hillary sorriam largamente durante as apurações da última terça-feira, mas estavam cautelosos em suas comemorações, como se soubessem que as conquistas em cada estado não os levariam à nomeação definitiva pelo partido Democrata. Os senadores pareciam cansados em certos momentos, já exaustos dos esforços feitos durante a campanha e de levantamento de recursos.   Os resultados e as últimas pesquisas mostraram que os dois candidatos têm força. Obama ganhou a simpatia dos eleitores brancos, principalmente dos homens brancos, e Hillary solidificou o seu apoio entre os hispânicos. O eleitorado de Obama ainda é composto por negros e jovens em geral e o de Hillary é formado também por mulheres e idosos.   Entre os eleitores democratas que compareceram às eleições de terça-feira, a grande preocupação era a economia, que superou a guerra do Iraque e assuntos relacionados à saúde. A cada 10 democratas, 9 disseram que a economia dos EUA ia mal.

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