Crise é resultado de '8 anos de irresponsabilidade', diz Obama

Apesar da rejeição inicial do Congresso ao plano de resgate, democrata diz acreditar em sua aprovação

Da Redação, com agências internacionais,

29 de setembro de 2008 | 15h56

Logo após os deputados americanos barrarem o plano de resgate à economia de US$ 700 bilhões, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, fez um pronunciamento responsabilizando os "oito anos de irresponsabilidade" do governo Bush pelo colapso econômico do país. Ele disse acreditar que, apesar da rejeição inicial, o pacote será aprovado. "Estou confiante de que chegaremos lá", declarou, acrescentando que "as coisas nunca são calmas no Congresso."   Veja também: Campanha de McCain culpa Obama por rejeição ao pacote  Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA Entenda a crise nos EUA    A votação do pacote aconteceu depois de um longo e intenso debate entre os congressistas democratas e republicanos, muitos dos quais colocaram em dúvida a eficácia do plano e criticaram a falta de ajuda às famílias que perderam suas casas por não conseguirem pagar a hipoteca.   "Democratas, republicanos, coloquem mãos à obra e façam isto de uma vez por todas", insistiu o democrata. A aparição de Obama em um instituto de Denver, no Colorado, sofreu um atraso de 50 minutos enquanto o senador e seus assessores acompanhavam pela televisão a votação na Câmara de Representantes.   "É importante que os americanos e os mercados mantenham a calma", acrescentou Obama. "Vamos nos assegurar de que aprovamos um plano de emergência, pois é necessário para estabilizar os mercados", defendeu.   O impasse ocorre em um momento no qual a questão econômica atinge um grau de importância na corrida presidencial sem precedente desde a Grande Depressão, iniciada com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. Após a derrota inicial do pacote na Câmara, Bush prometeu continuar trabalhando para lidar com a crise financeira e disse que estava "desapontado" com a rejeição ao plano.   "É a estabilidade de nossa economia inteira que está em risco", continuou Obama. "Estamos sendo deixados sem boas opções". O senador por Illinois disse ainda que falou com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e com a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, que tentam traçar os próximos passos para resolver o impasse.   Bill Burton, porta-voz da campanha de Obama, disse em comunicado que "este é um momento de crise nacional e a falta de ação no Congresso nesta segunda, assim como um hiperpartidário comunicado da campanha de McCain [que responsabiliza os democratas pela crise] são exatamente os motivos pelos quais o povo americano está irritado com Washington."   "Agora é o momento para que democratas e republicanos se unam para agir de forma a previnir uma catástrofe financeira", indicou Burton em nota.  

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