Definição por candidatos nos EUA segue caminhos divergentes

Democratas entram em impasse entre Obama e Hillary; McCain precisa de apoio de rivais para ganhar força

The New York Times,

06 de fevereiro de 2008 | 09h02

A disputa presidencial republicana e democrata começou com divergências na Superterça, dia 5, deixando o Partido Democrata em uma longa e potencialmente dividida batalha pela nomeação do candidato e o Republicano mais perto de uma oportunidade de colocar de lado as divisões internas e unir-se por um escolhido. A diferente situação dos partidos tem claras implicações para as duas legendas, que começam a rumar da batalha pela nomeação para a disputa presidencial, que acontece em novembro.   Veja também:  Obama e Hillary fecham Superterça praticamente empatados  Corrida eleitoral deve seguir por semanas  Veja as imagens da Superterça   Especial eleições americanas   Cobertura completa das eleições nos EUA     No lado democrata, os senadores Hillary Rodham Clinton e Barack Obama devem continuar sua luta Estado-a-Estado, depois de uma noite de disputa acirrada por Estados e delegados, apesar de a ex-primeira-dama ter conquistado a "jóia" da Califórnia, com maior número de representantes na convenção do partido - responsável por definir o candidato.   Após meses de discussões, os republicanos parecem estar mais perto de um consenso sobre o senador do Arizona John McCain. Enquanto McCain registrou vitórias em Estados populares, incluindo a Califórnia, e somar mais delegados, ele se aproximou mais do seu objetivo ao definir a sua disputa com o senador de Massachusetts Mitt Romney. Um terceiro candidato, o senador de Arkansas Mike Huckabee, enfatizou a fraqueza de Romney com a sua série de vitórias e uma performance que destacou o desconforto dos conservadores com a batalha pela candidatura republicana.   A relativa força de Huckabee foi uma bênção e uma maldição para McCain, embora seja aparentemente mais positivo. Ela injetou incerteza na disputa republicana e atrasou o dia em que McCain ocupará sozinho o palco do partido. Porém, Huckabee apareceu para esvaziar os votos de Romney, contribuindo para ampliar a fraqueza demonstrada na Superterça.   É difícil ver como McCain poderá ser forte o bastante como candidato na eleição presidencial - particularmente com um Partido Democrata tão enérgico - sem o suporte de uma aliança conservadora formada por seus rivais no caucus. Assumindo que Huckabee é incapaz de enfraquecer McCain como fez com Romney, os resultados da Superterça podem garantir ao favorito mais tempo para tentar apoio. A rivalidade entre Obama e Hillary pode garantir a McCain cobertura para conseguir um acordo de paz no partido.   O quadro é menos promissor para os democratas. Esta foi a primeira disputa cabeça-a-cabeça entre Hillary o Obama desde que John Edwards deixou a candidatura, e os resultados sugerem que o partido está dividido entre gêneros e linhas raciais enquanto escolhem entre um negro ou uma mulher branca.   Pesquisas de intenção de votos mostram uma reprise da identificação que é amplamente característica - e por vezes incômoda - na política democrata. Eleitores negros apóiam de forma surpreendente Obama, sugerindo o fim de um período em que Hillary pode competir com o senador neste segmento do eleitorado. As mulheres, por largas margens, votam em Hillary. Porém, num bom sinal ao candidato democrata, os homens brancos - que votariam em Edwards - aparentemente estão seguindo o senador. Além disso, os jovens também apostam em Obama, sugerindo uma divisão de gerações.   Independente da paixão dos apoiadores de Obama e Hillary, seu sentimento é tão elevado quanto pela política. Democratas uniram-se e intensificaram o desejo de retomar a Casa Branca depois de oito anos ocupada pelo presidente republicano George W. Bush. E isso, mais do que qualquer outra coisa, deve ser o melhor para o partido enquanto começa esse turbulento período na definição da candidatura.

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