Democrata Bill Richardson abandona pré-candidatura

Decisão será anunciada nesta quinta; governador do Novo México obteve 5% dos votos em New Hampshire

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 00h47

O governador do estado americano do Novo México, o democrata Bill Richardson, renunciou nesta quarta-feira, 9, à disputa pela candidatura presidencial, depois de ter ficado em quarto lugar nas primárias de terça-feira, em New Hampshire, disseram fontes próximas ao político, citadas pela imprensa. Veja também:Conheça os pré-candidatos Cobertura completa das eleições Eleições nos EUA  A decisão de Richardson foi tomada nesta quarta, durante uma reunião com seus assessores no Novo México, e será anunciada oficialmente nesta quinta-feira. A senadora Hillary Clinton ganhou as primárias de terça-feira, superando o senador Barack Obama e o ex-senador John Edwards. Richardson obteve 5% de apoio dos militantes de seu partido. No "caucus" da semana passada, no estado de Iowa, ele tinha recebido 2% dos votos. Representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas durante o governo do presidente Bill Clinton, Richardson era o único pré-candidato hispânico. Na terça-feira, após as primárias de New Hampshire, ele prometeu que manteria a sua campanha. "A luta continua e continuaremos defendendo os projetos de retirada de todas as tropas do Iraque e de fazer dos Estados Unidos um país de energia limpa", afirmou. Filho de mãe mexicana e pai americano, nascido na Califórnia, Richardson passou sua infância na Cidade do México. Aos 14 anos, foi para um internato em Massachusetts, onde era o único aluno latino da escola. Como congressista pelo Novo México, Richardson estava a caminho da Coréia do Norte em 1994 quando o Exército norte-coreano derrubou um helicóptero americano que entrou em seu território por engano. Clinton, então presidente, pediu a ele que negociasse a saída dos pilotos. O então congressista conseguiu que o regime comunista revelasse que um dos americanos havia morrido no incidente. O outro foi posto em liberdade pouco depois. Começou então a carreira de Richardson como mediador, às vezes de forma oficial, outras em nome de famílias de detidos, nos pontos mais conflituosos do mundo. Em 1995 se reuniu com Saddam Hussein em Bagdá e obteve a libertação de dois americanos. Um ano depois se reuniu com o presidente cubano, Fidel Castro, e conseguiu tirar da prisão três dissidentes. Richardson também falou com os líderes dos talebans e obteve um cessar-fogo temporário no conflito de Darfur (Sudão). A sua experiência em política externa e em política energética foram os principais argumentos que utilizou na promoção de sua candidatura. Ele defendeu um maior uso das fontes energéticas renováveis e medidas mais sérias para combater a mudança climática.

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