Denúncia sobre relação com lobista é 'difamação', diz McCain

Pré-candidato republicano nega acusações no NYT sobre envolvimento amoroso com Vicki Iseman

Associated Press e Reuters,

21 de fevereiro de 2008 | 10h45

O pré-candidato republicano John McCain respondeu às acusações do jornal The New York Times sobre a estreita ligação, possivelmente amorosa, com uma lobista há nove anos, afirmando que não deixará que "uma campanha de difamação" o atrapalhe na corrida presidencial americana.   Escândalo sobre caso com lobista abala campanha de McCain Obama arrecada o triplo que McCain para campanha em janeiro Hillary tenta tirar credibilidade de Obama em debate Obama dispara na disputa pela Casa Branca Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O site do jornal colocou no ar na noite de quarta-feira, 20, um escândalo que pode afetar a candidatura do senador republicano John McCain, caracterizando um possível conflito com sua pregação ética. Segundo o Times, McCain teve um caso com a lobista Vicki Iseman durante sua candidatura à Casa Branca, em 2000. A história era conhecida nos bastidores do partido. Na época, os dois apareciam juntos em eventos para arrecadação de fundos de campanha e viajavam juntos em jatinhos de outros lobistas. Nesta quinta, acompanhado da mulher, Cindy, ele negou o romance.   Assessores de McCain rejeitaram terminantemente o conteúdo da reportagem, acusando o jornal de realizar "uma campanha difamatória de atirar e fugir". O senador, que já tem a candidatura do partido praticamente assegurada, costuma se destacar no Congresso pela defesa de valores éticos. "Ele nunca violou a confiança pública, nunca fez favores a interesses especiais ou lobistas, e não vai permitir que uma campanha difamatória o distraia das questões em jogo nesta eleição", disse nota divulgada por Jill Hazelbaker, chefe de comunicação da campanha de McCain.   "Convencido de que o relacionamento havia se tornado romântico, alguns de seus principais assessores intervieram para proteger o candidato de si mesmo - instruindo funcionários a bloquear o acesso da mulher, alertando-a reservadamente a se afastar e confrontando-a repetidamente, disseram várias pessoas envolvidas na campanha sob a condição do anonimato", disse o Times.   O senador disse ao Times que nunca demonstrou favorecimento à lobista ou a seus clientes. "Mas aos seus consultores, mesmo a aparência de um vínculo estreito com uma lobista cujos clientes costumavam ter negócios levado à comissão do Senado que o senhor McCain liderava já ameaçava a história de redenção e retidão que definia sua identidade política", disse o jornal.   A reportagem deve indignar os seguidores de McCain, considerado um herói da Guerra do Vietnã e que usa a questão ética e a suposta intransigência em relação às práticas políticas de Washington como trunfos em sua campanha.

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