AFP PHOTO / DON EMMERT
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Departamento de Justiça dos EUA reconhece a existência de 24 e-mails sobre ajuda militar na Ucrânia

Correspondência comprovaria que Donald Trump teria tentado forçar ucranianos a investigarem adversário político

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2020 | 22h11

Horas após o senado dos Estados Unidos pavimentar a absolvição do presidente Donald Trump, ao rejeitar a convocação de testemunhas para o julgamento do impeachmet, o Departamento de Justiça norte americano reconheceu, na madrugada deste sábado, 1, a existência de 24 e-mails que comprovam que o chefe da Casa Branca tentou barrar ajuda militar na Ucrânia. 

O Departamento de Justiça respondeu a um pedido do advogado do Escritório de Gerenciamento e Orçamento da pasta, Heather Walsh, que em setembro de 2019 enviou um memorando em que afirmava que a correspondência deveria se manter confidencial, pois conteriam “comunicações feitas pelo presidente, vice-presidente, ou conselheiros próximos do presidente em decisões que seriam tomadas sobre a duração e o propósito de barrarem a assistência militar para a Ucrânia”. Os documentos continuam sigilosos.

Foi a primeira vez que a administração de Trump assumiu a existência do material que mostra o envolvimento do presidente em uma possível recusa em enviar US$ 400 milhões em auxílio militar para a Ucrânia, como forma de pressionar o governo ucraniano a comandar uma investigação política contra o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, um potencial concorrente nas eleições deste ano. 

O escândalo foi pretexto para a abertura do processo de impeachment de Trump, que chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados, porém deve ser rejeitado no Senado. O julgamento será na próxima quarta-feira, 5. 

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