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Diversidade da Virgínia será desafio para democratas

Estado tem eleitores negro favoráveis a Obama e características como as de lugares em que Hillary venceu

Ian Urbina, do New York Times,

12 de fevereiro de 2008 | 18h28

A poucas horas do início da primária democrata da Virgínia, Priscilla Baker continuava indecisa sobre quem escolher como candidato do partido para as eleições presidências de novembro.  Obama busca consolidar liderançaConfira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Moradora de Lexington, essa senhora negra de 67 anos defendeu na segunda-feira, 12, os planos de Hillary Clinton para a saúde, assim como a experiência da senadora, mas também admitiu sentir-se inspirada pela personalidade de Barack Obama.  "Ele parece apto a aprender rápido o bastante caso lhe dêem uma chance", disse a ex-enfermeira Priscilla. Ela acrescentou que há algumas semanas havia decido escolher o candidato com maiores chances de derrotar o senador John McCain, que lidera as primárias do Partido Republicano, nas eleições gerais de novembro.  "O problema", disse ela com uma gargalhada, "é que mesmo isso não está totalmente claro pra mim." Muitos eleitores na Virgínia estão como indecisos como Priscilla, e tanto Hillary como Obama vêm batalhando para conseguir seus votos - e o dos outros 101 delegados que representarão o Estado na convenção nacional do partido.  A Virgínia, junto com Maryland e Washington D.C., colocarão em disputa 237 delegados democratas nas prévias desta terça-feira, 12. Com 101 delegados, Virgínia é o Estado mais cobiçado pelos pré-candidatos. E a expectativa é por uma vitória de Obama, já que mais de 20% do eleitorado do Estado é negro. Para o diretor do Centro de Estudos Políticos da Universidade de Virgínia, Larry J. Sabato, é possível que esses eleitores tenham um papel ainda maior, já que no passado eles representaram cerca de 35% dos que foram às urnas nas prévias do Estado. Hillary, por sua vez, deve ir melhor nos subúrbios e nas áreas rurais no sudoeste do Estado, onde a taxa de desemprego é alta. Nas prévias da semana passada, ela ganhou com facilidade nos condados rurais de Missouri e Tennessee, regiões que têm traços culturais e demográficos parecidos com os do sudoeste da Virgínia.  Apesar disso, como o Estado conta com primárias abertas, em que até eleitores não registrados no partido podem votar, espera-se que Obama se saia melhor. Isso porque ele tem atraído mais os votos de independentes de republicanos.  Além disso, o senador pelo Estado de Illinois conta também com o apoio do governador Tim Kaine e do prefeito de Richmond, L. Douglas Wilder. E como em outros estados, os eleitores jovens da Virgínia preferem Obama.  "Obama representa a mudança, e isso é o que importa para as pessoas da minha idade", disse Roy McKenzie, de 19 anos, que é membro da Juventude Democrata da Universidade de Roanoke. Perguntado sobre que mudanças políticas Obama pode trazer que sejam mais atrativas do que as propostas de Hillary, McKenzie parou e pensou por alguns segundos antes de responder. Para ele, o mais importante não são as políticas, mas como Obama faz as coisas.  Em Lexington, cerca de 160 quilômetros a noroeste de Roanoke, Richard Friedman, de 22 anos, disse ter visto várias vezes a excitação provocada por Obama.  "Ele representa a mudança mais clara em relação ao status quo de Washington", disse Friedman. É por este motivo, inclusive, que ele deverá apoiar Hillary.  "Hillary pode ser uma 'rata' de Washington", disse ele, "mas ela também sabe como lidar com interesses especiais, como trabalhar com o Congresso em questões difíceis e possui um plano mais claro para o que quer conquistar para as áreas de saúde e educação".

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