Economia dos EUA está 'muito pior' que imaginado, afirma Biden

O vice-presidente eleito acrescentou que é necessário um plano de estímulo para evitar um desastre

Efe

20 de dezembro de 2008 | 20h45

O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a economia americana se encontra "em muito pior estado" do que pensava, por isso, acrescentou, é necessário um plano de estímulo para evitar um desastre, disse neste sábado, 20, a imprensa local. Veja também:Paul Volcker assume novo conselho anticrise Além da obamamania O gabinete do presidente eleito   Na primeira entrevista após as eleições de 4 de novembro, Biden disse ao apresentador George Stephanopoulos, da emissora ABC, que cada pessoa com a qual falou "concorda com os principais economistas". "Tem que haver um investimento de verdade, sejam US$ 600 bilhões, US$ 700 bilhões, um valor que ninguém teria cogitado há um ano", acrescentou. Na entrevista, que será exibida no domingo, 21, mas da qual já foram divulgados trechos neste sábado, 20, Biden assegurou que "a economia se encontra em muito pior estado" do que pensava. O plano de estímulo, assegurou, é necessário para impedir que a economia "afunde totalmente". "É o único caminho a curto prazo", insistiu. O ainda senador por Delaware explicou que o presidente eleito, Barack Obama, e sua equipe se encontram completamente centrados em elaborar esse plano de estímulo, que terá como base o investimento em infra-estrutura, tecnologia e fontes de energia alternativas para criar ou manter 2,5 milhões de postos de trabalho. O resto das metas do futuro governo, assegurou Biden, ficará sujeita a como a economia se comportará. "Como próximo governo, a coisa mais importante que temos que fazer é estancar a hemorragia e começar a diminuir as perdas de emprego" que ocorrem atualmente, sustentou. Obama, que assume o cargo no dia 20 de janeiro, assegurou que será necessário um plano de estímulo "ousado" para resgatar a economia, uma tarefa que considera "assustadora" e que, em sua opinião, pode durar "anos, mais que meses". Em outras partes da entrevista, Biden assegurou que sua esposa, Jill, continuará trabalhando como professora universitária quando o novo Governo tiver tomado posse, e explicou que vários centros na área de Washington entraram em contato com ela. "Acho que é muito importante que tenha e mantenha sua própria vida e sua própria identidade", afirmou o vice-presidente eleito, que acrescentou que, além disso, sua esposa "será muito ativa" no papel de "segunda-dama" dos Estados Unidos. O senador ainda não renunciou à sua cadeira, mas assegurou que não tem a intenção de continuar ocupando o cargo até 20 de janeiro. Se não renunciou até agora, explicou, foi por causa da possibilidade de ter de votar medidas no Senado, como o plano de resgate às montadoras - que acabou fracassando no Congresso -, onde um só voto teria sido decisivo.

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