Economia limita plano de viagens de Barack Obama

Focado na crise, presidente não dá sinais de saída do país, apesar de promessa de visitar país muçulmano

Agências internacionais,

29 de janeiro de 2009 | 11h22

Os conselheiros do presidente Barack Obama agora têm uma nova tarefa: decidir quando enviá-lo de volta ao grande mundo. Obama, que não conseguiu sair do entorno da Casa Branca desde que assumiu a presidência, deve ser o mais disputado presidente da história recente em pedidos de atenção de líderes do mundo todo, que querem contato mais próximo em tempo de crise. E Obama ainda tem a promessa de campanha de visitar um país muçulmano nos primeiros 100 dias de governo.

 

Segundo o jornal The Washington Post, assessores do presidente disseram nesta semana que Obama deve ficar próximo de sua nova residência por enquanto. A família não passou nenhum fim de semana na casa de campo em Camp David; a Casa Branca não anunciou nenhuma viagem doméstica ou internacional além da visita ao Canadá em 19 de fevereiro, considerada uma tradição que o presidente deve manter.

 

Os assessores apontam que Obama deve dividir a pesada agenda de viagens com seus mais altos substitutos, inclusive o vice Joe Biden, que deve seguir para a Alemanha, onde participará de uma conferência internacional de segurança considerada importante e que normalmente conta com a participação do secretário de Defesa. Obama ainda despachou o enviado para o Oriente Médio, George Mitchell, para um giro no Oriente Médio.

 

O jornal aponta que a crise econômica é a melhor explicação para que Obama adie seus planos de viagem, já que o presidente afirmou que sua grande prioridade seria o setor. Segundo assessores, isso não significa que ele não está empenhado na política externa ou em questões internas, apenas que a economia vem em primeiro lugar.

 

Algumas datas nos próximos meses são importantes no calendário de Obama. O encontro do G20 em Londres no próximo dia 2 de abril e um encontro dos países membros da Otan na França nos dias 3 e 4 tornam a ida de Obama ao continente europeu quase uma certeza. No fim do mês, espera-se que o presidente participe da Cúpula das Américas em Trinidad and Tobago. Mais significativo do que tudo isso é a promessa feita durante a campanha, de que ele visitaria um país muçulmano nos primeiros dias de sua administração - especula-se que seria a Malásia, Indonésia ou Egito.

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