'Economist' declara apoio a Obama para presidente dos EUA

Revista afirma que democrata elaborou retrato mais convicente e detalhado para o futuro americano

Reuters,

31 de outubro de 2008 | 11h39

A revista The Economist, um bastião da economia de livre mercado, declarou nesta sexta-feira, 31, seu apoio ao candidato democrata Barack Obama na corrida presidencial norte-americana. Estampando em sua capa uma imagem de Obama pensativo debaixo do título "Chegou a hora," a publicação britânica de 165 anos de existência afirmou que endossa com sinceridade a candidatura do democrata.   Veja também: Obama amplia vantagem e tem 11 pontos sobre McCain Uma piscada que pode custar caro para Obama Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Quanto a apresentar um futuro mais luminoso para os EUA e o mundo, o senhor Obama elaborou um retrato mais convincente e mais detalhado. Ele vem fazendo campanha com mais estilo, inteligência e disciplina que seu adversário", disse a publicação. "O senhor Obama merece a Presidência", afirmou a revista semanal, que possui um grande público leitor nos EUA.   A Economist havia dado apoio ao hoje presidente norte-americano, George W. Bush, nas eleições de 2000 e ao democrata que tentou sem sucesso impedi-lo de reeleger-se em 2004, John Kerry. Em 2000, os EUA eram sem sombra de dúvida uma superpotência, disse a revista. A questão central então era decidir o que fazer com o imenso superávit orçamentário do governo. "Quando os norte-americanos forem às urnas na próxima semana, o clima será bem diferente. Os EUA estão infelizes, divididos e com problemas tanto internamente quanto no cenário internacional. Sua autoconfiança e seus valores encontram-se sob ataque."   Apesar de a escolha por Obama envolver algum risco por causa da inexperiência dele, o candidato demonstrou claramente que é a melhor opção para restabelecer a autoconfiança dos EUA, disse a Economist.Observando ainda que o democrata seria o primeiro presidente negro dos EUA caso derrote o republicano John McCain nas eleições da próxima terça-feira, a revista afirmou: "Ele aliviaria, ou talvez curasse, a ignóbil ferida racial legada pela história norte-americana e minoraria a tendência dos negros norte-americanos de responsabilizar o racismo por seus problemas."

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