Edwards abandona corrida presidencial democrata nos EUA

Pré-candidato derrotado nas quatro primeiras prévias não define apoio aos rivais Hillary Clinton e Barack Obama

Agências internacionais,

30 de janeiro de 2008 | 12h14

O pré-candidato democrata John Edwards desistiu da candidatura para a presidência dos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira, 30. A informação partiu da cúpula da campanha eleitoral de Edwards. Segundo as fontes, Edwards fará um anúncio logo mais, em Nova Orleans.   Veja também: McCain vence na Flórida e se fortalece entre republicanos Hillary vence primária democrata na Flórida Cobertura completa das eleições nos EUA Especial eleições americanas   As fontes afirmam que Edwards não anunciará de imediato apoio a nenhum dos seus dois rivais, a senadora Hillary Rhodam Clinton, ou o senador Barack Obama. Edwards perdeu as quatro primeiras primárias e caucuses para Hillary e Obama.   O ex-senador John Edwards poderá ter um papel decisivo na disputa democrata. Edwards também tem faturado uma parcela razoável de delegados e poderá fechar com o candidato que adotar temas de sua plataforma, centrada no combate à pobreza nos Estados Unidos.   Esta é a segunda vez que Edwards, advogado e ex-senador pela Carolina do Norte, se candidata à Presidência, após sua fracassada tentativa de 2004. Na ocasião, o senador John Kerry elegeu Edwards como seu candidato à Vice-Presidência.   Sua ambição de tentar a Casa Branca foi declarada no final de 2006.  O ex-senador fez campanha com uma plataforma de combate à pobreza e recebeu o apoio de várias organizações trabalhistas.   Edwards tinha acumulado até agora 26 delegados dos Estados nos quais a repartição de representação era proporcional ao número de votos obtido, já que não chegou a ganhar nenhuma das primárias. Obama lidera a campanha democrata quanto a número de delegados, com 63, seguido por Hillary, com 48, que, no entanto, está em primeiro em número de Estados.   Sua postura de rapaz bonzinho de origem modesta pode soar para alguns como paternalista. A notícia da reincidência do câncer em sua esposa, Elizabeth, provocou um debate na mídia sobre se ele deveria levar adiante a candidatura. A mulher, na verdade, foi uma grande entusiasta de sua campanha. Há notícia de que ele levantou US$ 14 milhões em fundos para a campanha no primeiro trimestre de 2007, US$ 9 milhões no segundo e US$ 7,2 milhões no terceiro - menos do que seus principais rivais democratas. Edwards resolveu aceitar recursos públicos, o que coloca um limite nos gastos de campanha.   Abandono republicano   A decisão de Edwards desviou os holofotes do ex-governador de Nova York Rudy Giuliani, que pretende anunciar sua desistência e dar apoio a McCain ainda nesta quarta-feira. Giuliani tomou essa decisão após ficar em um distante terceiro lugar nas prévias da Flórida. McCain venceu aquela eleição, consolidando-se como favorito para disputar a Presidência dos EUA pelo Partido Republicano em novembro, quando o país conhecerá o sucessor de George W. Bush. Romney, que gastou milhões de dólares de seu patrimônio pessoal na corrida e que investiu muito mais do que McCain na disputa travada na Flórida, afirmou que a corrida agora se limitava a dois nomes. "Eu e John McCain: essas são as opções", disse o pré-candidato, na quarta-feira, ao canal Fox News. "Isso está se transformando em uma corrida entre duas pessoas que possuem planos totalmente diferentes para o futuro deste país."

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