'Efeito Palin' faz John McCain avançar nas pesquisas

Republicano toma dianteira em nova sondagem, com 50% das intenções de voto contra 46% de Obama

Agências internacionais,

08 de setembro de 2008 | 09h40

O candidato republicano à Presidência dos EUA,  John McCain, entrou na reta final da disputa pela Casa Branca com vantagem, segundo pesquisa do instituto Gallup e do jornal USA Today divulgada no domingo, 7. A sondagem mostra McCain com uma diferença de quatro pontos para o candidato democrata, Barack Obama, após o final da convenção do Partido Republicano e o forte discurso da candidata a vice, a governadora do Alasca, Sarah Palin.   Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    O aumento de McCain nas pesquisas de voto já era esperado, já que após as convenções os candidatos quase sempre ganham impulso em suas campanhas ainda que a vantagem não seja mantida. O republicano aparece com 50% das intenções de voto, enquanto 46% dos eleitores optam em Obama.   A vantagem de McCain é a maior desde janeiro, e marca uma virada desde a última pesquisa do USA Today, divulgada antes da realização da Convenção Republicana na semana passada. Nela o senador pelo Arizona estava 7 pontos porcentuais atrás de Obama. Para o jornal, o impulso de McCain está ligado à Convenção Republicana e à escolha da governadora do Alaska, Sarah Palin, como sua companheira de chapa.   Vinte e nove por cento dos entrevistados disseram que a escolha de Palin, governadora conservadora do Alasca, como vice de McCain os deixou mais propensos a votar na chapa republicana em 4 de novembro. Ao mesmo tempo, 21% observaram que a escolha torna mais improvável seu voto em McCain. Com relação ao senador Joseph Biden, escolhido por Barack Obama como companheiro de chapa, 14% disseram que a escolha os deixou mais inclinados a votar nos democratas, revela a mesma sondagem. Sete por cento disseram-se menos propensos a votar em Obama por causa da escolha de Biden.   McCain também conseguiu melhorar em relação ao tema economia. Na pergunta sobre o manejo da economia, Obama tinha 19 pontos de vantagem sobre McCain antes da Convenção. Após a reunião republicana, a vantagem caiu para 3 pontos, segundo o USA Today. McCain disse em uma entrevista que foi ao ar no domingo que vai escolher democratas para seu gabinete e sua administração, como parte de sua tentativa de mudar a atmosfera política em Washington. "Não sei quantos, mas posso dizer a você, com todo o respeito às administrações anteriores, que não será um só. 'Bem, temos um democrata agora"', disse McCain no programa Face the Nation, da CBS.   Obama, 47, tem a mudança como tema de sua campanha há mais de um ano e meio, enquanto McCain, 72, passou a utilizá-lo mais recentemente. Antes, ele vendia principalmente a sua experiência. Obama, em um entrevista gravada para o programa This Week, da ABC, que também foi ao ar no domingo, disse que McCain fala em reduzir o rancor em Washington, mas a convenção republicana foi um evento altamente partidário. "Acho que a maneira como você faz campanha prenuncia a forma como governará", disse Obama.   Foram consultados 1.022 eleitores adultos registrados e a pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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