Eleitores de Obama estão mais interessados, aponta pesquisa

Empenho do eleitorado na disputa mostra disposição de votar em novembro, já que voto não é obrigatório

Agência Estado e Associated Press,

18 de julho de 2008 | 11h24

Enquanto o virtual candidato presidencial democrata, Barack Obama, prepara uma grande viagem para Europa e Oriente Médio, uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 18, mostra que seus eleitores estão mais interessados na disputa que os de seu rival republicano, John McCain.   Veja também: Obama faz 'giro de estadista' por Europa e Oriente Médio Obama arrecada US$ 52 milhões em junho Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    A sondagem da Associated Press e Yahoo News mostra que 38% dos partidários de Obama estão animados com a eleição, comparado com 9% entre os que apóiam McCain. O interesse dos eleitores é importante, pois demonstra quem estará motivado a ir às urnas - nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.   Obama também tem seus problemas. A pesquisa mostra algumas dificuldades para ele conseguir o apoio dos partidários da pré-candidata democrata Hillary Clinton, após os dois travarem uma dura batalha para indicação do partido. Há também muitos independentes desanimados e indecisos - essa parcela do eleitorado pode ser crucial para as eleições gerais de novembro.   Na pesquisa AP-Yahoo News, 65% dos partidários de Obama se disseram esperançosos com a campanha, o dobro do registrado entre os eleitores do candidato republicano. Além disso, os democratas estão três vezes mais propensos a demonstrar o orgulho por seu candidato que os adversários.   No total, 31% dos que apóiam Obama são democratas que preferiram Hillary durante as primárias do partido. Outro dado interessante é que entre os pró-Obama apenas 16% dizem ser possível mudar ainda de candidato. Entre os eleitores de McCain, o número sobe para 24%.   A pesquisa foi conduzida entre os dias 13 e 23 de junho, com 1.759 pessoas, e tem margem de erro de 2,3 pontos percentuais.   Giro em campanha   Obama e Hillary disputaram a indicação do Partido Democrata em uma dura e em alguns momentos agressiva disputa. A ex-primeira-dama em vários momentos questionou se Obama, senador no primeiro mandato, tem a experiência em segurança nacional necessária para ocupar a presidência.   A viagem de Obama tem como objetivo afirmar as credenciais do candidato em relação à política externa. Seu rival McCain, um ex-herói da guerra do Vietnã, freqüentemente questiona a capacidade do democrata em relação ao tema.   Funcionários da campanha do senador por Illinois anunciaram paradas em Israel, Jordânia, Alemanha, França e Inglaterra. Obama também já disse que passará por Iraque e Afeganistão, porém não foi informado se esses países em guerra fariam parte da mesma viagem.   O porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou nesta sexta-feira que a líder européia receberá o candidato em seu escritório em Berlim, na próxima quinta-feira.   Nesta sexta-feira, McCain faria campanha no Michigan, um dos swing states - Estados que em algumas eleições favorecem os democratas, em outras os republicanos, sem um padrão constante. Obama não tinha agendado eventos públicos para o dia.

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