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Em debate, Hillary tenta desacreditar Obama e é vaiada

Senadora diz que rival plageia mudanças prometidas; pré-candidatos divergem sobre Irã e Cuba

Reuters,

22 de fevereiro de 2008 | 09h34

A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton usou o debate da noite de quinta-feira, 21, para tentar despertar dúvidas sobre seu rival Barack Obama foi vaiada pela platéia ao acusá-lo de plágio e, no final, disse em um emotivo encerramento que "a despeito do que acontecer, ficaremos bem".   Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Os dois senadores chegaram ao debate de Austin com objetivos diferentes. Obama queria proteger a sua posição dominante, após 11 vitórias consecutivas nas prévias. Já Hillary precisava chacoalhar sua candidatura para reverter os resultados negativos. No momento em que ela endureceu o discurso, atraiu vaias esparsas na platéia por ter ridicularizado Obama citando o fato de ele "reciclar" um discurso do governador de Massachusetts, Deval Patrick, amigo e apoiador do senador.   "Se a sua candidatura vai ser a respeito de palavras, então elas deveriam ser suas próprias palavras", disse ela. "E vocês sabem, pegar passagens inteiras dos discursos de alguém não é uma mudança em que se pode acreditar (alusão ao slogan de Obama), é uma mudança que se pode xerocar."   Hillary, cuja sobrevivência política depende de vitórias expressivas no dia 4 de março no Texas e em Ohio, questionou a preparação de Obama para ser comandante-chefe das Forças Armadas, disse que ele tem um currículo fraco e o criticou por se apropriar de frases alheias em seus empolgantes discursos de campanha.   No final, a ex-primeira-dama fez referências, sem detalhes, a disputas políticas travadas por ela na época em que seu marido, Bill Clinton, ocupava a Casa Branca. Foi o momento mais emotivo dela desde o "quase choro" de janeiro, às vésperas da prévia de New Hampshire. A senadora disse que passou ao longo da vida por "algumas crises e alguns desafios", mas que "nada se compara àquilo que acontece a cada dia nas vidas das pessoas por todo o país".   "A despeito do que acontecer, ficaremos bem", disse ela, olhando para Obama, sentado ao seu lado. "Temos um forte apoio de nossas famílias e amigos. Só espero que possamos dizer a mesma coisa a respeito do povo norte-americano, e é disso que deveria se tratar esta eleição." Obama pareceu tocado por essa declaração, e os dois deram as mãos amistosamente no meio do pronunciamento dela.   Uma nova pesquisa Washington Post-ABC News mostrou os dois democratas praticamente empatados no Texas (48-47% para Hillary), mas uma sólida vantagem de Hillary em Ohio (50-43%). Pela última contagem da MSNBC, Obama já acumula 1.168 delegados para a convenção nacional de agosto, contra 1.018 de Hillary. Entre os republicanos, o senador John McCain já tem a candidatura praticamente assegurada para disputar a eleição geral de novembro.   Cuba e Irã   Segundo a BBC, a senadora Hillary Clinton criticou Obama por "indicar" que iria se reunir com líderes de países como Cuba e Irã sem impor condições. "Acredito que devemos procurar formas de levar para a comunidade mundial os países que são considerados nossos adversários. É do nosso interesse, é do interesse das pessoas nos países que são oprimidos, como Cuba, como o Irã."   "Mas existem estas diferenças entre nós a respeito de quando ou mesmo se o presidente deve propor uma reunião com aqueles com quem não temos relações diplomáticas. Não creio que deveria ser proposto logo no início", afirmou.   Obama, por sua vez, afirmou que o novo presidente americano deve tentar mais contato com os dois países, mas reconheceu a importância da preparação para estas reuniões. "É muito importante para nós ter certeza de que exista uma pauta e que a pauta seja direitos humanos, libertação de prisioneiros políticos, abertura para a imprensa."   "Esta preparação pode levar algum tempo. Mas creio que é importante para os Estados Unidos não se reunir apenas com amigos, mas também conversar com seus inimigos", acrescentou.   Próxima primária   A próxima primária crucial para os pré-candidatos, no dia 4 de março, será no Texas e, para a senadora Hillary Clinton, o debate em Austin, na Universidade do Texas, foi visto como um alento para sua campanha que já sofreu várias derrotas. Ohio também deverá ter uma primária no mesmo dia, outra que Clinton precisa vencer.   "Agora depende do povo do Texas, de Ohio e dos demais Estados. Então, se você for parte desta campanha - que é, na verdade, a sua campanha, é sobre o seu futuro, a sua família, seus empregos e seu sistema de saúde - vamos continuar a fazer a diferença para os Estados Unidos", disse Hillary Clinton.   Barack Obama obteve onze vitórias seguidas sobre a senadora. A última vitória de Obama ocorreu na primária em que votaram os democratas que vivem fora do país, inclusive no Brasil. "Estamos em um momento de definição da nossa história. Nossa nação está em guerra e nossa economia está em desordem crescente. E as famílias do Texas e por todos os Estados Unidos estão sentindo o impacto em nossa economia", afirmou Obama.

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