AFP PHOTO / Nicholas Kamm
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Em meio a turbulência, Trump quer vender 'recomeço' em discurso do Estado da União

O presidente quer exaltar as conquistas do primeiro ano de seu governo e definir o tom para o próximo

Associated Press

28 Janeiro 2018 | 01h06

WASHINGTON - Atormentado por baixos índices de popularidade e em meio a acusações de conluio com autoridades russas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve vender uma proposta de recomeço em seu primeiro discurso do Estado da União, no Congresso, e dizer que suas políticas econômicas devem beneficiar todos os americanos, e não apenas os ricos.

O tema do discurso da próxima terça-feira é "construindo uma América forte, segura e orgulhosa", e o presidente quer exaltar as conquistas do primeiro ano de seu governo e definir o tom para o próximo. Assessores disseram que o ele pretende deixar de lado tom mais combativo e trocá-lo por um tom de compromisso, fazendo um apelo para além de sua base.

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A reforma tributária do governo republicano tem sido criticada por favorecer os ricos de uma maneira desproporcional, como apontam estudos de economistas. O presidente, no entanto, deve afirmar que todos as classes se beneficiaram no seu primeiro ano de governo. A informação é de uma fonte, que falou sob condição de anonimato.

Cinco temas devem dominar o discurso: economia e a reforma tributária, infraestrutura, imigração, comércio, terrorismo e ameaças globais.

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Trump ainda planeja apresentar um plano de US$ 2 trilhões, que seu governo diz poder resultar em US$ 1 trilhão ou mais em gastos públicos e privados em rodovias, pontes e outros projetos.

Sobre imigração, ele deve propor o gasto de US$ 25 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México e oferecer cidadania para centenas de milhares de jovens imigrantes que foram levados ilegalmente aos EUA ainda pequenos.

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Sobre comércio, o líder americano deve expressar a preferência a acordos bilaterais sobre multilaterais.

O público ainda deve ser atualizado sobre a luta contra o terrorismo e uma avaliação sobre as ameaças internacionais, incluindo a Coreia do Norte. /AP

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