Karen Warren/Houston Chronicle/AP
Karen Warren/Houston Chronicle/AP

Enquanto Harvey volta ao Texas, previsão traz otimismo a Houston

Próximos dias preveem fim da tempestade que ja causa inundações recordes e deixou ao menos 18 mortos no estado

O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2017 | 05h16

A cidade de Houston, há cinco dias debaixo de um dos mais devastadores furacões a atingirem a costa americana, começa a enxergar uma luz entre as nuvens: as tempestades na região devem chegar ao fim ainda esta semana, na medida em que a tempestade tropical Harvey, que está no oceano, volte ao Texas e siga na direção do estado da Louisiana. Há mesmo a possibilidade de que o sol brilhe sobre a cidade. “Não vamos ter de nos preocupar com ele por muito tempo – ele vai ganhar ritmo e sair daqui”, explicou o meteorologista do National Weather Service, Donald Jones.


Mas, até lá, o Harvey deve trazer entre 15 e 30 cm de chuva para as regiões norte e leste de Houston, antes de perder força à medida que entra no continente. O condado de Harris, onde fica localizada a cidade, está com um terço do seu território debaixo d’água – uma área equivalente à cidade de São Paulo. Para as autoridades locais, levarão dias para que os níveis de água nas ruas e nas represas da região (que estão em um nível recorde) recuem ao normal.


Ao menos 18 pessoas já morreram com a passagem do Harvey pelo estado Texas, a maioria delas afogadas ou tentando promover o resgate de outros desabrigados. Nessa terça-feira, a cidade recebeu a abertura de dois novos locais para receber os desabrigados: o Toyota Center, casa do time de basquete Houston Rockets, e o NRG Park.


Os estragos ainda estão longe de serem completamente calculados: agência de análise Moody’s calculou entre US$51 bilhões e US$75 bilhões (entre R$161 bilhões e R$ 237 bilhões) o dano econômico causado pelo furacão em Houston, cuja região sozinha produz um PIB equivalente ao da Argentina. Para evitar maiores prejuízos e saques às áreas atingidas, o prefeito de Houston, Sylvester Turner, anunciou um toque de recolher na cidade, entre a meia-noite e às cinco da manhã./REUTERS E AP

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