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Equipe de Obama nega permanência da Gates na Defesa

'Washington Post' diz que os dois mais altos oficiais de inteligência devem ser substituídos no novo governo

Agências internacionais,

12 de novembro de 2008 | 09h51

A equipe de transição presidencial de Barack Obama negou as especulações de que o atual secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, permaneça no cargo e integre a administração democrata. Além disso, a edição desta quarta-feira, 12, do jornal Washington Post afirma ainda que os dois mais altos oficiais do serviço de inteligência dos EUA devem ser substituídos.   Veja também: Bush se arrepende de 'coisas ditas' Obama promete que virá ao Brasil Jesse Jackson Jr. luta por vaga de Obama no Senado Obama irá coibir ação de lobistas, diz assessor Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Gates foi elogiado tanto por republicanos como por democratas pelo seu papel desde que assumiu o cargo em 2006, e o jornal The New York Times citou recentemente dois assessores de Obama sob anonimato confirmando que o presidente eleito considerava mantê-lo no cargo. John Podesta, que é chefe da equipe de transição, afirmou que Obama tem "um grande respeito" por Gates, mas que esperaria as conclusões dos especialistas responsáveis por investigar as operações do Departamento de Defesa.   Um grande número de congressistas democratas é contra a permanência do diretor nacional de inteligência Mike McConnell e o diretor da CIA (Agência Central de inteligência) Michael Hayden, já que eles apoiaram publicamente as controversas políticas do governo Bush sobre interrogatórios e escutas telefônicas. Segundo o jornal, um dos democratas do Comitê de Inteligência do Senado afirmou que a posição sobre a saída de McConnell e Hayden é um consenso.   Oficiais pela transição de Obama afirmaram na terça que não há decisões sobre os serviços de inteligência. McConnell e Hayden desejam permanecer nos cargos, segundo as fontes, embora nenhum deles tenha dito isso publicamente, e ainda acreditam que a saída adiantada pode ser considerada como ação política automática e abrem precedentes para que eles retornem aos postos assim que a Casa Branca mudar de mãos.   Bush nomeou McConnell, vice-almirante da reserva, em 2007 para o cargo de diretor do Departamento de Inteligência Nacional, criado em 2005 para coordenar 16 agências civis e militares e evitar os erros que impediram que os atentados de 11 de setembro de 2001 fossem evitados. Com ampla experência na área de inteligência, foi diretor da Agência Nacional de Segurança de 1992 a 1996.   O brigadeiro Michael Hayden assumiu a diretoria da CIA em 2006. Nos mais de cinco anos em que foi diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA), ele foi o executor do controvertido programa de monitoramento extra-judicial de ligações telefônicas ordenado logo após os ataques de 11 de setembro de 2001 pelo presidente George W. Bush.

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