Estado Islâmico reivindica responsabilidade por ataque que feriu 8 em Minnesota

Estado Islâmico reivindica responsabilidade por ataque que feriu 8 em Minnesota

Segundo testemunhas, homem fazia referências a Alá antes de ser morto por policial de folga

Nova York

18 de setembro de 2016 | 17h19

Uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o homem que esfaqueou e feriu oito pessoas neste sábado, 17, em um shopping em Minnesota, nos Estados Unidos, antes de ser morto a tiros, era um "soldado do Estado Islâmico". O homem acabou morto por um policial que estava de folga.

De acordo com a agência de notícias Rasd, do grupo terrorista, o autor do ataque atendeu aos pedidos do Estado Islâmico por ataques em países que são parte da coalizão liderada pelos EUA contra o grupo.

Ainda não está claro se o grupo extremista havia planejado o ataque ou sabia dele com antecipação. O Estado Islâmico tem encorajado ações de chamados "lobos solitários", extremistas que não têm um vínculo direto com a organização, mas compartilham de sua ideologia e atacam sozinhos. O grupo também reivindicou ataques anteriores nos quais não se acredita que tenha havido uma liderança central.

Todas as oito vítimas do ataque de sábado foram tratadas em um hospital, mas não corriam risco de vida. Apenas uma delas não havia sido liberada até este domingo, 18.

O homem que realizou o ataque estava vestido como um segurança particular e, segundo testemunhas, fez referências a Alá. O ataque ocorreu em Saint Cloud, cidade que fica 110 quilômetros a noroeste de Minneapolis.

Mais tarde, uma explosão feriu 29 pessoas no bairro de Chelsea, em Nova York. O prefeito Bill de Blasio classificou como o ato como "intencional", mas ressaltou que não havia nenhuma evidência de que se tratava de uma ação terrorista. A explosão em Manhattan ocorreu horas após uma bomba explodir no Seaside Park, em Nova Jersey, pouco antes de uma corrida de caridade. A prova de 5 quilômetros foi cancelada e ninguém ficou ferido.

A candidata democrata à presidência, Hillary Clinton, disse que havia sido informada sobre os incidentes em Nova York e em Nova Jersey e do ataque em Minnesota. Ela lamentou as vítimas e disse que era preciso esperar a investigação se desenrolar. O candidato republicano, Donald Trump, disse na noite de sábado que "nós precisamos ser muito duros" diante dos riscos globais e para os EUA do terrorismo. Associated Press.

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