AFP PHOTO / US Air Force /SrA Alexandra Minor
AFP PHOTO / US Air Force /SrA Alexandra Minor

Estados Unidos enviarão mais de 3 mil soldados adicionais à fronteira com o México

Militares deverão auxiliar agentes fronteiriços e construir 240 quilômetros de barreira

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2019 | 02h36

WASHINGTON – Os Estados Unidos enviarão 3.750 soldados adicionais à fronteira com o México para que deem apoio logístico aos agentes fronteiriços e construam 240 quilômetros adicionais de cercas de alambrado e arame de concertina, conforme anunciou o Departamento de Defesa do país no domingo, 3.

Com o novo contingente, o número total de soldados na fronteira com o México chegará a 4.350. Além da construção da barreira, os militares terão a missão de operar câmeras de vigilância nos Estados de Arizona, Califórnia, Novo México e Texas até 30 de setembro.

A previsão é de que os soldados sejam mobilizados por um prazo de três meses, mas o Pentágono “continuará avaliando a composição da força necessária para cumprir com a missão de proteger e garantir a segurança da fronteira sul".

Como há uma lei de 1878 que proíbe a utilização de soldados para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional, os militares não podem deter os imigrantes que cruzam a fronteira de forma irregular. Por isso o trabalho desses soldados se limitará a ajudar os agentes fronteiriços em operações aéreas, assim como em trabalhos mecânicos, como reparos de veículos.

Também no domingo, o presidente Donald Trump insistiu na necessidade de construir um muro na fronteira e deu até o dia 15 de fevereiro para que o Congresso aprove os fundos necessários para que ele possa cumprir sua principal promessa de campanha.

E o presidente justificou sua decisão de enviar tropas à fronteira devido ao que ele mesmo qualificou de "invasão", ou seja, os grupos de migrantes vindos da América Central que formaram caravanas para atravessar com maior segurança o México e chegar aos Estados Unidos.

O envio do novo contingente havia sido aprovado em 11 de janeiro pelo secretário de Defesa interino, Patrick Shanahan, mas os números de efetivos só foram divulgados recentemente.

O Pentágono aprovou o envio de soldados à fronteira com o México no fim de outubro, pouco antes das eleições legislativas de novembro, nas quais Trump tentou utilizar a rigidez de suas políticas migratórias como trunfo para ganhar votos para os republicanos.

No pleito, os democratas recuperaram o controle da Câmara e, mais tarde, rechaçaram o financiamento do muro de Trump, pois afirmam que o presidente transformou o projeto em uma cruzada política para demonizar os imigrantes e satisfazer seus eleitores. / EFE e AFP

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