AFP PHOTO / US Geological Survey / HO
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Cinzas de vulcão no Havaí provocam alerta para aviação

O Serviço Geológico dos EUA declarou que a atividade vulcânica 'a qualquer momento pode voltar mais explosiva, aumentado a intensidade de produção de cinza e produzindo projéteis balísticos perto da cratera'

O Estado de S.Paulo

16 Maio 2018 | 03h13
Atualizado 16 Maio 2018 | 19h23

PAHOA - As explosões do vulcão Kilauea se intensificaram e o Serviço Geológico dos Estados Unidos ((USGS) elevou nesta quarta-feira, 16, para alerta vermelho para a aviação o nível de erupção do vulcão, que já provocou a retirada de centenas de pessoas de suas casas.

Trata-se do primeiro alerta vermelho para a aviação desde que a erupção mais recente começou 12 dias atrás e significa que uma "grande erupção vulcânica é iminente, está acontecendo ou se presume". 

De acordo com o serviço geológico, "a erupção das cinzas aumentou sua intensidade" desde a manhã da última terça-feira, 15,  alcançando a nuvem de cinza entre os 3 mil e os 3,6 mil metros sobre o nível do mar.

Embora sua atividade permaneça "muito variável", "a qualquer momento pode voltar mais explosiva, aumentado a intensidade de produção de cinza e produzindo projéteis balísticos perto da cratera".

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As autoridades locais alertaram aos moradores próximos do vulcão que estejam preparados para deixarem suas casas com pouca margem de tempo ou diretamente sem prévio aviso. Por enquanto, 1,7 mil moradores já foram retirados de seus lares.

O vulcão entrou em erupção no último dia 3 e, desde então, cerca de 20 fendas foram abertas e a lava destruiu dezenas de casas. Tremores foram registrados durante a erupção, alguns deles com mais de 5 graus.

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O vulcão está localizado no sudeste do Havaí onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

As cinzas não são venenosas, mas irritam o nariz, os olhos e as vias respiratórias. Elas podem deixar as ruas escorregadias, e em grandes quantidades podem provocar panes nas linhas de transmissão de energia, disse David Damby, engenheiro químico do USGS.

A erupção afetou a indústria turística da ilha. As reservas de verão dos hotéis da Ilha Grande diminuíram quase pela metade em comparação com o ano passado, afirmou Rob Birch, diretor executivo do Escritório de Visitantes da Ilha do Havaí, a jornalistas em uma teleconferência. /REUTERS e EFE

 

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