EUA não podem permitir que montadoras quebrem, diz Obama

Presidente eleito acredita que, após aprovação na Câmara, parlamentares passarão pacote nesta semana

Agências internacionais,

11 de dezembro de 2008 | 14h42

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o país não pode permitir que a indústria automobilística americana quebre. Em entrevista coletiva, em Chicago, para anunciar a nomeação de Tom Daschle como seu secretário de Saúde Pública, Obama disse que o conjunto de medidas que está sendo debatido no Congresso para resgatar a General Motors, a Chrysler e a Ford é necessário, mas, ao mesmo tempo, é preciso garantir "os interesses dos contribuintes."   Veja também:  Câmara dos EUA aprova plano de resgate para montadoras   O presidente eleito também disse estar "esperançoso" de que os parlamentares aprovem um pacote para o setor automotivo ainda nesta semana. Obama qualificou a lei aprovada na noite de quarta-feira na Câmara dos Representantes como um importante primeiro passo rumo à recuperação de um setor em dificuldades.   Obama explicou, em sua oitava coletiva após seu triunfo nas eleições de 4 de novembro, que se as autoridades não atuassem e as três grandes montadoras quebrassem, isso teria "um efeito dominó destróier" no resto da economia.   O democrata ainda assegurou que entende "a insatisfação e a frustração" sobre a situação atual, mas reiterou a necessidade de uma assistência pública a curto prazo a essas empresas que também leve em conta os interesses dos contribuintes.   O projeto de lei já foi aprovado na noite de quarta-feira na Câmara dos Representantes por 237 votos a favor e 170 contra. A legislação aprovada pela Câmara obriga as empresas a limitar os salários e compensações de executivos, e os dividendos de acionistas, e a elaborar um plano detalhado, para 31 de março de 2009, sobre a viabilidade a longo prazo.

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