Sergei Karpukhin/ REUTERS
Sergei Karpukhin/ REUTERS

EUA retiram sanções de empresas russas apesar das queixas de democratas

Companhias tinham sido penalizadas em abril por laços com oligarca ligado ao Kremlin

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 02h20

WASHINGTON - Os Estados Unidos retiraram no domingo, 27, as sanções contra a gigante russa do alumínio Rusal e outras companhias que tinham sido penalizadas em abril de 2018 pelos laços com o oligarca Oleg Deripaska.

Deripaska foi punido pelos laços com o governo russo, cuja atuação na Ucrânia e Síria é criticada, além da suposta influência nas eleições presidenciais americana de 2016. Como consequência, as empresas das quais ele detinha ações diretas e indiretas também foram atingidas. 

Uma maioria na Câmara, controlada pelos democratas, votou neste mês para impedir que o governo de Donald Trump retirasse as sanções a Rusal, sua companhia matriz, En+ Group Plc, e a empresa energética EuroSibEnergo. Mas os esforços fracassaram no Senado, onde faltaram 3 votos para conseguir os 60 necessários a fim de deter o relaxamento das sanções.

"A maioria dos diretores nas juntas da En+ e Rusal serão independentes, incluindo pessoas americanas e europeias, que não terão nenhum laço de negócios, profissionais ou de família com Deripaska", justificou o Departamento do Tesouro americano, que ressaltou que as sanções contra o oligarca seguem de pé.

Muitos congressistas, porém, consideram que, apesar das mudanças, Deripaska ainda mantém controle demais sobre as companhias.

Alguns deles também consideraram inadequado retirar as sanções enquanto está em curso a investigação do procurador especial Robert Mueller, sobre a suposta ingerência russa nas eleições americanas de 2016.

Deripaska tinha laços com o ex-chefe da campanha eleitoral de Donald Trump, Paul Manafort, que foi investigado por Mueller devido à relação com oligarcas russos e ucranianos e se declarou culpado de um total de dez crimes de fraude em dois processos diferentes./ EFE

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