Ex-assessor espiritual de Obama se defende das críticas

'O exagero nos sermões ditos há 15, 7 e 6 anos se transformaram em um evento midiático', diz Jeremiah Wright

Efe,

25 de abril de 2008 | 19h45

Jeremiah Wright, o controverso ex-reverendo do senador democrata Barack Obama, rompeu o silêncio nesta sexta-feira, 25, e se defendeu das críticas sobre seus acalorados sermões. "O exagero nos sermões ditos há 15, 7 e 6 anos se transformaram em um evento midiático - não os sermões completos, mas seus fragmentos", disse Wright, em uma entrevista que será transmitida na noite desta sexta na televisão pública americana (PBS).   Veja também: John McCain diz que Hamas apóia Obama para presidente Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Virei um objeto de ódio", acrescentou o pastor. "As razões dos comentários foram muito maliciosas". "Creio que queriam transmitir a imagem de que eu não sou patriótico, de que sou antiamericano, de que faço a retórica do ódio... é isso que queriam."   Durante os sermões em questão, o reverendo de Chicago, que durante décadas dirigiu a vida espiritual de Obama, fez afirmações sobre a política exterior americana, apontando-a como responsável em partes pelos atentados de 11 de setembro em Washington e Nova York.   Em outros sermões, Wright convida os americanos afro descendentes a cantar "Deus maldiga a América", ao invés de "Deus bendiga a América", por considerar que o racismo ainda existe no país.   Obama, que compete pela candidatura presidencial democrata, se viu forçado a repudiar publicamente esses sermões, em um extenso discurso sobre as tensões racionais nos Estados Unidos, pronunciado em março. "Ele é um político, eu sou um reverendo", destacou o pastor, em referência aos comentários de Obama.

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