Ex-carcereiro de McCain diz que votaria no republicano

Vietnamita diz que ex-militar mente ao falar que foi torturado para conseguir votos dos americanos

Ansa,

24 de junho de 2008 | 14h54

Há 40 anos, Tran Trong Duyet dirigia uma lúgubre prisão onde eram confinados os militares americanos capturados durante a Guerra do Vietnã (1959-1975). Entre os prisioneiros, também estava o futuro candidato republicano à Casa Branca, John McCain. Hoje, Duyet virou fã do republicaon: "se fosse americano, votaria nele", disse à BBC.   Veja também: Campanha de Obama critica McCain por usar 'política do medo' Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Na prisão Hoa Lo - apelidada pelos americanos de "Hanoi Hilton" -, McCain ficou encarcerado por cinco anos e meio, depois que o seu avião foi abatido em 1967. Segundo o senador do Arizona, esses anos foram marcados por torturas e violência, razão pela qual tentou o suicídio. Duyet, um aposentado de 75 anos e dançarino amador, considera McCain seu amigo. "Ele fez muito para melhorar as relações entre nós e os Estados Unidos. Caso vire presidente, fará muito mais", acredita.   "Não sei como reagiria se me encontrasse de novo. Mas posso confirmar que não foi torturado. Nós não torturamos nenhum prisioneiro. Eu o fazia vir ao meu escritório, onde discutíamos sobre a guerra, se era justa ou errada. É um homem muito franco, muito conservador, e muito leal ao seu país e aos seus ideais americanos", revelou.   Para o vietnamita, uma característica marcante de McCain era "o seu sotaque interessante". "Às vezes, ele me ensinava algumas palavras em inglês, ou corrigia a minha pronúncia. Eu acompanho a sua carreira desde que saiu da prisão", contou.   Duyet é enfático ao afirmar que McCain não foi torturado. "Ele não disse a verdade. Mas, de qualquer modo, eu o entendo. Mente aos eleitores americanos para conseguir o seu apoio nas eleições presidenciais. Espero que vença", concluiu.

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