Família Kennedy anuncia apoio a Barack Obama

Além da filha Caroline, Ted, irmão do presidente assassinado, endossou a candidatura do senador por Illinois

Agência Estado e Associated Press,

28 de janeiro de 2008 | 20h14

Em uma tarde de discursos inflamados na Universidade de Washington, na capital dos Estados Unidos, Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, o senador Ted Kennedy, irmão caçula do ex-presidente, e Patrick Kennedy, filho de Ted e deputado democrata, anunciaram apoio à candidatura do senador Barack Obama.  Veja também:Pesquisa indica empate na FlóridaObama sai fortalecido da Carolina do Sul Artigo de Caroline Kennedy em apoio a ObamaCobertura completa das eleições nos EUAEspecial eleições americanas "Chegou a hora de uma nova geração assumir a liderança do país", disse o senador Kennedy nesta segunda-feira, 28, em 20 minutos de discurso, visivelmente emocionado, para uma entusiasmada platéia de estudantes. "Chegou a hora de Barack Obama."  Na edição de domingo do jornal New York Times, Caroline escreveu um editorial defendendo Obama e dizendo que o candidato era o único capaz de inspirar as pessoas da mesma forma que seu pai fez nos anos 60.  Obama agradeceu a ela e ao tio. "Eu sei o que o apoio de vocês representa", afirmou o senador. "Eu sei o lugar que ocupa a família Kennedy no coração dos americanos."  Os Kennedys são uma espécie de mito no imaginário dos americanos, por isso o apoio de Ted Kennedy era disputado também pela campanha de Hillary Clinton. Até então, ele se mantinha neutro na corrida, mas os ataques do ex-presidente Bill Clinton a Obama irritaram o senador.  Discussão Assessores de Kennedy confirmaram que ele e Clinton tiveram uma dura discussão por telefone antes do anúncio desta segunda. Clinton teria tentado de tudo para que Kennedy permanecesse neutro pelo menos até a Superterça. Já prevendo o que aconteceria, Hillary admitiu no domingo que seu marido excedeu-se um pouco em seus ataques a Obama, mas atribuiu o deslize ao amor que ele sente por ela.  "Talvez ele tenha se deixado levar um pouco. Isso acontece em uma campanha muito disputada", explicou Hillary.  Muitos analistas afirmam que o apoio de Ted Kennedy permitiria a Obama arrecadar mais recursos para sua campanha nacional. A influência dos Kennedys também traria os votos de sindicatos, da comunidade hispânica e dos eleitores de baixa renda. Segundo assessores de Obama, Ted participará ativamente da campanha, principalmente em Massachusetts, feudo político dos Kennedys, e na Califórnia, dois lugares onde Obama está atrás de Hillary.  Toni Morrison Nesta segunda, a escritora Toni Morrison, que chamou Bill Clinton de "o primeiro presidente negro dos EUA", também anunciou apoio a Obama. Toni, prêmio Nobel de literatura em 1993, foi mais um apoio de peso recebido pelo candidato nas últimas semanas.  O ano de Obama começou com o endosso da governadora do Arizona, Janet Napolitano. Uma semana depois, ele recebeu o apoio dos senadores Patrick Leah, presidente da Comissão de Justiça do Senado, e John Kerry, ex-candidato à presidência dos EUA.  Nem todas as notícias, porém, foram boas para Obama. A Justiça determinou nesta segunda-feira a prisão do empresário Antoin Rezko, que realizou doações à campanha do senador. Rezko é acusado de sonegação, extorsão e lavagem de dinheiro.

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