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Festa de Obama mobiliza eleitores a 12 horas de seu início

Dezenas de pessoas fazem fila na entrada do Grant Park, em Chicago, que deve receber um milhão de pessoas

Julio César Rivas, da Efe,

04 de novembro de 2008 | 18h15

Enquanto milhões de americanos saíam de casa para votar nas eleições presidenciais, várias dezenas de pessoas já faziam fila nas portas do Grant Park, em Chicago, 12 horas antes de sua abertura para a festa eleitoral do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. Nos últimos meses, Obama e sua campanha se destacaram pela organização e capacidade de não fazer nada superficialmente. Um exemplo desse empenho foi a escolha do Grant Park, que, segundo cálculos das autoridades, deve receber esta noite até um milhão de pessoas.   Veja também: Galeria com imagens do dia de votação nos EUA  Filas e falhas em urnas eletrônicas marcam eleição Democratas organizam festa da vitória na Europa Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Confira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Basta uma volta pelos arredores do parque, situado às margens do lago Michigan, para entender por que os organizadores da campanha de Obama escolheram o local para comemorar uma eventual vitória democrata. A ruas que rodeiam a área recreativa são todas dedicadas a presidentes americanos e levam nomes como Washington, Madison, Jackson, Van Buren, Eishenhower e Roosevelt.O próprio parque é uma homenagem a Ulysses Grant, o 18º presidente do país. Como general, Grant teve papel decisivo para a vitória das tropas federais durante a Guerra Civil americana, que oficialmente pôs fim à escravidão no sul do país.   Suporte   Em Chicago, é difícil, para não dizer impossível, encontrar alguém que admita que votou no candidato republicano à presidência, John McCain. Afinal de contas, Chicago é a cidade de Obama, e todo mundo parece dedicado a tornar realidade as aspirações do senador por Illinois de se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.   O Café Erie, no centro de Chicago, abriu suas portas nesta terça-feira às 6h (horal local), mas não para servir seus clientes, e, sim, para se tornar uma das centenas de colégios eleitorais da cidade. Em um ambiente decorado com chifres de touro, cabeças de cervos e bandeirolas de equipes esportivas, os eleitores aguardavam pacientemente para escolher o futuro presidente do país e se pronunciar em referendo sobre propostas locais, processo tão complicado que fez Obama levar mais de 15 minutos para deixar a urna.   No mesmo local, todos os que revelaram sua opção disseram ter votado no democrata. Para não deixar margem a dúvidas, Kelly, uma mãe de família de 42 anos, chegou à seção com uma camisa com o nome do jovem senador.   "É um momento realmente emocionante para os Estados Unidos. Vamos ver mais gente que nunca votando e acho que o país vai começar a ir na direção certa", declarou."Estou muito orgulhosa de votar em Obama. Ele é muito carismático. Foi capaz de entusiasmar ao povo com a idéia de mudar o país. Não há nenhuma dúvida em minha mente: Obama vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos."   Segurança   Nos arredores do Grant Park, equipes de segurança já deram início aos últimos preparativos para o evento desta noite. As autoridades de Chicago fecharam uma das principais vias entre as zonas norte e sul da cidade, a Avenida Michigan, que passa por uma das laterais do parque.   No centro, os hotéis estão sendo vigiados por agentes, e os 70 mil convidados com bilhetes para a área mais próxima ao palanque do qual Obama discursará vão ter que passar por revistas e detectores de metais.   Dezenas de milhares de policiais, muitos deles de fora da cidade, já estão espalhados por toda a Chicago para evitar incidentes. Do esquema especial, também participam agentes do serviço secreto, encarregados de proteger Obama e as personalidades que o receberão no Grant Park. Além disso, há poucas horas, foi divulgado que uma unidade especial da Guarda Nacional foi especialmente designada para detectar armas de destruição em massa.

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