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Fidel acusa McCain de mentir sobre tortura no Vietnã

Líder critica declarações do republicano sobre a participação de cubanos em interrogatórios de americanos

Reuters,

11 de fevereiro de 2008 | 14h30

O líder cubano Fidel Castro entrou nesta segunda-feira, 11, na campanha presidencial americana, acusando o pré-candidato republicano John McCain de mentir sobre a participação de interrogadores cubanos nas torturas a prisioneiros norte-americanos durante a Guerra do Vietnã.   Huckabee protesta contra resultado de prévias em Washington Obama vence no Maine e pode romper impasse democrata Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Fidel atacou McCain, um ex-piloto dos Fuzileiros Navais que teve sua aeronave em 1969 sobre o Vietnã e foi preso por mais de cinco anos em um campo de prisioneiros, em um editorial publicado pelo Granma, o jornal do Partido Comunista. Durante um ato de campanha em Miami, centro dos exilados anticastristas, McCain disse em janeiro que interrogadores cubanos torturaram e mataram prisioneiros norte-americanos em um campo no Vietnã. Ele negou ter sido maltratado por cubanos.   Segundo Fidel, as acusações contidas também em Faith of My Fathers (A Fé dos Meus Pais), uma biografia de quase 350 páginas traduzida em espanhol, são "alucinantes". "Sua acusação contra os revolucionários internacionalistas cubanos, utilizando o sobrenome Fidel para identificar um deles capaz de 'torturar a um prisioneiro até a morte', carece da mínima ética", escreveu o líder cubano de 81 anos.   Fidel lembrou a McCain, que lidera as pesquisas entre os pré- candidatos do Partido Republicano para as eleições deste ano, que os cristãos não devem mentir. "Os anos de prisão e as feridas que teve como conseqüência dos seus ataques a Hanói não o eximem do dever moral da verdade", escreveu.   Fidel está afastado do poder há um ano e meio, devido a uma doença não revelada. O Parlamento cubano se reúne em 24 de fevereiro para esclarecer se ele será ratificado como chefe de Estado ou se vai se aposentar, após quase meio século no poder.

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