Forte segurança é montada para debate presidencial americano

Milhares de policiais de NY e do Serviço Secreto são enviados à universidade, que foi fechada ao público

Agências internacionais,

15 de outubro de 2008 | 16h30

Um forte esquema de segurança foi implantado na Universidade de Hofstra, em Hempstead (Nova York), onde será realizado nesta quarta-feira, 15, o último debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama. O evento começará às 21h locais (22h de Brasília).   Veja também: Imagens da preparação do debate Pesquisa: Obama tem 14 pontos sobre McCain Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA Conheça os pacotes de Obama e McCain para a crise   Na noite desta quarta-feira, os candidatos se sentarão em uma mesa com o mediador Bob Schieffer, da rede CBS. Os temas da discussão serão economia e política interna. Nos últimos debates, Obama e McCain insistiram nos temas de suas campanhas, e com freqüência se esquivaram de perguntas de como a crise econômica poderia reduzir as longas listas de promessas. Os assessores dos candidatos disseram que eles usarão este último debate para destacar suas diferenças.   Milhares de agentes da Polícia de Nova York e do Serviço Secreto foram enviados à universidade, cujas instalações estão fechadas ao público. O trânsito foi bloqueado nas ruas vizinhas à universidade, à espera da chegada dos candidatos. Espera-se que 60 milhões de espectadores assistam ao debate pela televisão americana. Pode ser a chance do republicano reverter a queda nas pesquisas ou do democrata consolidar sua liderança.   O republicano McCain, que chegou na noite de terça a Nova York para terminar os preparativos do debate em um hotel de Manhattan e participar de um ato de arrecadação de fundos, está atrás nas pesquisas e tentará reverter a tendência das pesquisas a apenas três semanas das eleições.   O democrata Obama, a quem as enquetes dão média de sete pontos acima de seu adversário, tentará convencer o eleitor de que é a melhor opção para os próximos quatro anos. De acordo com pesquisas, o público considerou Obama vencedor dos dois debates anteriores.   Depois de ser muito criticado por sua reação inicial à crise, McCain apresentou na terça-feira uma proposta de ajuda a investidores, especialmente os mais idosos, que viram suas contas de previdência privada serem dizimadas pela atual crise.   McCain já sinalizou que deve abordar os contatos de Obama com o ex-militante esquerdista da década de 1960 William Ayers. Décadas depois de suas atividades ilegais, Ayers, hoje professor universitário, realizou um evento político de apoio a Obama, e ambos participaram juntos do conselho de direção de uma ONG.   A campanha de Obama se empenha em pressionar o rival. "É a última chance que ele tem de convencer de alguma maneira o povo norte-americano de que sua reação errática à crise econômica não o desqualifica para ser presidente", disse Bill Burton, porta-voz do candidato democrata, em memorando a jornalistas.   Pesquisas    As pesquisas mostram que o democrata está crescendo em nível nacional e também nos Estados mais estratégicos, após semanas de profunda turbulência na economia - tema em que o democrata é mais bem avaliado do que McCain.   Pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby dá 4 pontos de vantagem para Obama em nível nacional, mas vários outros levantamentos trazem margens mais expressivas. O da CBS News/New York Times mostrou Obama 14 pontos à frente, a quinta pesquisa da semana a indicar uma liderança na casa dos dois dígitos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.