Furacão Gustav ameaça a convenção Republicana

Presença de Bush é 'improvável'; republicanos podem usar encontro para arrecadar fundos para Cruz Vermelha

Efe,

31 de agosto de 2008 | 10h01

O furacão Gustav pode fazer os republicanos, que realizam a partir de segunda-feira sua convenção em Minneapolis-Saint Paul (Minnesota), mudarem a agenda de sua reunião de partido, informa a imprensa local. A Casa Branca afirmou neste domingo, 30, que é "improvável" que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vá à Convenção Nacional Republicana, em Minnesota, diante da ameaça do furacão Gustav, que deve atingir amanhã a Louisiana.   Veja também: Gustav segue com rapidez no Golfo do México para Louisiana Perfil: Sarah Palin enfrenta investigação no Alasca Perfil: McCain tenta ser o mais velho a ser eleito Galeria de fotos  Vice de McCain 'é mais do mesmo', diz campanha de Obama Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    "Devido ao furacão, é improvável que o presidente viaje a Minnesota na segunda-feira", disse hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. "Estamos preparando planos alternativos", acrescentou. Bush pronunciaria um discurso no primeiro dia da Convenção Republicana. Uma alternativa poderia ser que o presidente participe da convenção via videoconferência, disse Perino.   A Casa Branca informou que o vice-presidente americano, Dick Cheney, também não irá à Convenção Republicana. A agenda da primeira-dama, Laura Bush, também continuava de pé esta manhã, e com isso participará, a princípio, da convenção na segunda. A Casa Branca anunciará "o mais rápido possível" as prováveis mudanças de agenda do presidente, disse Perino.   Rick Davis, o diretor da campanha do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, viajou para Minneapolis para analisar, junto com os organizadores da Convenção, possíveis planos alternativos, segundo as fontes citadas pela CNN.   Os modelos meteorológicos indicam que Gustav poderia atingir na segunda-feira à tarde ou na terça-feira pela manhã o litoral americano do Golfo do México, coincidindo com a realização da Convenção Republicana.   A avaliação de planos de contingência não significa necessariamente que a Convenção será suspensa, assinalou Mark Salter, ajudante do senador pelo Arizona. "Pode mudar o que faremos na Convenção", acrescentou. De acordo com a CNN, uma possibilidade cogitada pelos republicanos é transformar a Convenção em uma espécie de evento para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha e outras organizações.   O rumor de que a Convenção poderia ser suspensa começou no sábado à tarde quando foram publicados trechos de uma entrevista gravada que a cadeia Fox fez com McCain. Na entrevista, que será exibida neste domingo, o aspirante republicano à Presidência afirma que "simplesmente não seria adequado que tivesse lugar uma comemoração (de sua nomeação oficial) quando se aproxima uma tragédia ou um terrível desafio se apresenta na forma de um desastre natural".   O governador da Louisiana, Bobby Jindal, já anunciou que não participará da Convenção. Dependendo da direção que Gustav tomar, o furacão também pode alterar os planos do governador do Mississipi, Haley Barbour; do Alabama, Bob Riley; do Texas, Rick Perry; e da Flórida, Charlie Crist.   Mas, por enquanto, os preparativos para a Convenção seguem avançando e a agenda ainda está de pé. "Não há planos de adiá-la", disse Mike Miller, o diretor de operações da Convenção.   Preparativos para Gustav   Bush observa de perto o trajeto de Gustav, os preparativos de emergência e os planos de evacuação que estão em andamento na Louisiana, Mississipi, Alabama e Texas, os quatro estados do litoral do Golfo que poderiam ser atingidos pelo furacão.   Ainda hoje, Bush irá à sede da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, em inglês), onde receberá informação atualizada e detalhada das autoridades locais, estatais e federais sobre a ameaça do furacão.   Gustav se movimenta hoje rapidamente no Golfo do México a 26 km/h como um ciclone de categoria três na escala Saffir-Simpson (que vai até cinco), e vai aumentar para quatro em direção à Louisiana, onde chegará na segunda.   O secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, viaja neste momento à Louisiana para supervisionar os planos de evacuação. Antes de partir, Chertoff disse que a evacuação no litoral do Golfo "vai bem" e tranqüilizou os cidadãos em Nova Orleans com a mensagem de que agora estão "mais bem preparados do que com o Katrina".

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