Governo Bush articula permanência de funcionários-chave

Políticos são transferidos para cargos civis com proteção trabalhista para impedir nomes indicados por Obama

Agências internacionais,

18 de novembro de 2008 | 09h39

A apenas algumas semanas de deixar o cargo, um alto funcionário do Departamento do Interior transferiu alguns representantes considerados chave incluindo dois ex-nomeados envolvidos com controversas decisões ambientais - para cargos civis, segundo afirma a edição desta terça-feira, 18, do jornal Washington Post. A transferência de políticos para posições federais permanentes e de carreira, garante segurança para os funcionários e, num primeiro momento, impede que a administração de Obama instale pessoas de sua preferência em determinadas posições.   Veja também: Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   O jornal afirma que esforço similar é feito em outros Departamentos. Dois políticos contratados pela Secretaria do Trabalho já garantiram cargos civis, e um do Desenvolvimento Urbano tenta fazer a mudança. Entre março e novembro deste ano, a administração Bush permitiu que 20 indicados deixassem posições políticas para civis. Seis apontados para cargos de confiança do governo e com os maiores salários também foram autorizados para postos de carreira no mesmo nível.   A prática de colocar indicados políticos em cargos civis antes da mudança de governo não é nova. Nos últimos 12 meses de seu governo, a administração Clinton aprovou 57 mudanças, incluindo sete pessoas de confiança. Funcionários federais de status civil ganham proteções de emprego que dificultam sua saída.   A maior parte nas trocas no Departamento do Interior foram feitas pelo alto funcionário David L. Bernhardt, que colocou seis subordinados em cargos definitivos, incluindo Robert D. Comer e Matthew McKeown, envolvidos em controvérsias ambientais. Em um memorando obtido pelo Post, Bernhardt diz que estava reorganizando sua divisão porque o status de indicado prejudicava a eficácia dos trabalhos. "Isso resultava em freqüentes mudanças nos postos, muitas vezes com perda de produtividade e da continuidade do gerenciamento destas divisões, apesar os esforços dos indicados", afirmou.   Em uma entrevista na segunda-feira, Bernhardt reiterou acreditar que as mudanças são de interesse do governo a logo prazo. "Acredito que essas mudanças gerenciais fortalecerão o profissionalismo e resultarão em um serviço melhor do Departamento do Interior". "Entretanto, o próximo responsável e a equipe do Departamento estará livre para trilhar um caminho diferente", afirmou.

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